“A ganância é como um câncer no meio do povo”, afirma Guilherme Berenger
Ator fala sobre o momento vivido por seu personagem e arrisca palpite sobre assassino misterioso

De motorista à milionário, Francisco viu a sua vida mudar completamente ao longo da trama. Se antes ele só queria saber de namorar com a filha da patroa, hoje, milionário, o personagem vive uma questão muito delicada: dividir uma só casa com a namorada, a ex-mulher e seu filho. Além disso, como não poderia deixar de ser, ele pode ser a próxima vítima do assassino da Turma do Bolão. Para falar sobre essas e outras questões que envolvem Francisco, Guilherme Berenger bateu um papo descontraído com o R7.
R7- Quando os telespectadores tentam adivinhar quem é (ou quem são) “o assassino do bolão”, dificilmente o nome de Francisco é citado. Afinal, o seu personagem seria capaz de matar por dinheiro?
Guilherme Berenger - Dentro da linha que eu venho trabalhando, quando diz respeito à família, por uma questão de proteção, ele seria capaz de matar. Porém, por dinheiro eu acredito que não.
R7- Sabemos que o elenco não tem informação sobre quem matou a Augusta e o Ivan. Quais são os seus palpites?
Guilherme Berenger - O Jorge é um cara que já se mostrou com alguns desvios de postura. Aposto as minhas fichas nele, embora seja previsível.
R7- Francisco hoje vive com Patrícia e Rita. Você acha que é possível um homem dividir o mesmo teto com a ex-namorada e a atual?
Guilherme Berenger - Não. Como é que alguém vai morar com a namorada e dividir o teto com a ex? Mas eu entendo o lado do Francisco. Ele está preocupado com o filho, que precisa de cuidados extras porque nasceu prematuro e é portador da Síndrome de Down. Hoje Francisco tem boa condição financeira e quer ter as pessoas amadas por perto. No entanto, ele está pensando só nos interesses dele, o que complica tanto para Patrícia quanto para Rita. Com a namorada é pior ainda, pois ela tem que lidar não só com o filho, mas também com a ex-mulher do milionário. A situação é tão complexa que ele até fica meio tonto com tudo isso. É informação demais. Mas a minha opinião é, absolutamente, não tem a menor condição manter a ex e a atual namorada em uma casa só.
R7- Rita já insinuou que quer Patrícia bem longe da casa do milionário. Que conselho você daria ao Francisco em relação a isso?
Guilherme Berenger - O conselho que eu dou pro Francisco é que, por ter hoje uma boa condição financeira, ele poderia comprar outro imóvel para Patricia e Miguel próximo a sua casa. Dessa forma ele poderia acompanhar o crescimento do filho. E caso a família precisasse de alguma coisa, ele estaria por perto. Ao mesmo tempo, o aconselho a não colocar em questão o relacionamento com a Rita.
R7- Enquanto uns torcem para que Francisco fique com Rita, outros querem que o milionário volte a namorar Patrícia. A sua torcida é para quem?
Guilherme Berenger - Minha torcida é pra que ele seja muito feliz. O que a autora escrever eu vou fazer com todas as minhas emoções. Tenho as minhas ideias aqui, mas prefiro deixar para o público apreciar. O ideal seria vê-lo muito feliz e ao lado das pessoas que ama.
R7- Existe a possibilidade de a turma do bolão estar se matando entre si?
Guilherme Berenger - Existe. Um dos participantes do bolão é o assassino, não é? É algo doentio, tudo por causa de grana. Quanto menos pessoas da Turma do Bolão sobrarem, mais dinheiro vai restar para dividir entre os participantes. A trama trata justamente sobre uma amizade inicial de quando os personagens não tinham dinheiro, de um pacto que trouxe sorte e sobre como cada pessoa reagiu quando ficou milionária. E estatisticamente falando, baseado em um dado que a Cristianne Fridman trouxe pra gente, ganhadores da loteria que tem acesso a um montante absurdo de dinheiro tendem a terminam sem nada. No fim, eles acabam se enrolando na própria grana e gastando tudo o que ganharam.
R7- O que os fãs podem esperar de Vidas em Jogo daqui pra frente?
Guilherme Berenger - Muito mistério, emoção e surpresas. Agora os personagens vão mostrar lados que até então não foram revelados com tamanha intensidade. Tem toda aquela dinâmica da história que faz o telespectador se perguntar: “como é que vai ser? Será que o assassino é alguém do bolão? Quem é que está matando, e por quê?” Com isso, você abre uma janela absurda, principalmente quando se trata de dinheiro. Afinal, até que ponto vai a ambição das pessoas? Até que ponto a ganância ultrapassa os valores da amizade, da fraternidade e do caráter de alguém? A ganância é um câncer no meio do povo.




