Cinema e Séries Atriz iraniana é libertada após ficar três semanas presa por protestar contra o governo

Atriz iraniana é libertada após ficar três semanas presa por protestar contra o governo

Taraneh Alidoosti é um dos rostos mais conhecidos do cinema do Irã

Taraneh Alidoosti foi libertada no Irã

Taraneh Alidoosti foi libertada no Irã

Valery Hache/AFP - 25.5.2022

A atriz iraniana e ativista pelos direitos das mulheres Taraneh Alidoosti foi libertada após ficar cerca de três semanas presa por protestar contra o governo de seu país. A informação foi confirmada pela mãe dela.

Conhecida por ter atuado em diversos filmes do cineasta Asghar Farhadi, entre eles o ganhador do Oscar O Apartamento, Alidoosti havia manifestado apoio, por meio do Instagram, às manifestações desencadeadas pela morte de Mahsa Amini, uma iraniana de origem curda de 22 anos, em 16 de setembro, após ter sido detida em Teerã pela polícia da moralidade.

A prisão da jovem ocorreu por violação do rígido código de vestimenta que o regime impõe às mulheres, incluindo o uso do véu islâmico em público.

"Taraneh Alidoosti foi detida por suas ações recentes, publicando informação e conteúdos falsos, e por incitar o caos", anunciou a agência Tasnim no dia 17 de dezembro, sem detalhar o lugar da detenção.

Em 8 de dezembro, a atriz de 38 anos tinha denunciado a execução de Mohsen Shekari na forca depois que ele havia sido acusado de "guerra contra Deus". "Qualquer organização internacional que observa este banho de sangue sem reagir representa uma vergonha para a humanidade", escreveu Alidoosti no Instagram.

Em novembro, a atriz prometeu permanecer no país e "pagar o preço" necessário para defender os direitos e deixar de trabalhar para apoiar as famílias das pessoas assassinadas ou presas durante as manifestações.

Desde meados de setembro, milhares de iranianos e cerca de 40 estrangeiros foram presos e mais de 2.000 pessoas foram denunciadas por relação com as manifestações, segundo as autoridades judiciais. Até o momento, dois homens foram executados por participação nos distúrbios.

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