Cinema e Séries Grande Prêmio do Cinema Brasileiro consagra Gonzaga - De Pai Para Filho

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro consagra Gonzaga - De Pai Para Filho

Longa recebeu indicações para 15 categorias e levou seis prêmios na noite de quarta (13)

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro consagra Gonzaga - De Pai Para Filho

A edição de 2013 do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro premiou na noite desta quarta-feira (13), na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, os melhores filmes nacionais de 2012.   

Gonzaga - De Pai Para Filho foi o grande vencedor da noite. Além de Melhor Ator, o filme foi premiado nas categorias: Melhor Longa-metragem de Ficção, Melhor Direção, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Montagem de Ficção e Melhor Som. O longa recebeu indicações para 15 categorias.  

O prêmio de Melhor Ator e a Melhor atriz foram Júlio Andrade (Gonzaga - De Pai Para Filho) e Dira Paes (À Beira do Caminho). Júlio, ao receber o troféu no palco, cantou a canção E Vamos à Luta, de Gonzaguinha. No palco, ao microfone, ainda revelou a emoção que sentiu ao receber a honraria.  

— Não sabia que ia ficar tão parecido com o Gonzaguinha. Foi uma grande surpresa, eu sempre tive quase lá muitas vezes e nunca aconteceu de eu ser reconhecido por um trabalho assim. Nunca tinha subido ao palco para agradecer. Hoje eu pude subir e foi maravilhoso.

Rodrigo Santoro rouba a cena no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

A atriz da Record e protagonista da superprodução Dona Xepa, Ângela Leal, foi vencedora e levou para casa o título de melhor Atriz Coadjuvante. Ângela viveu Dona Marieta, no longa Febre do Rato. O diretor do filme, Claudio Assis, elogiou o trabalho da atriz que não compareceu à premiação.  

— Uma pena ela não poder ter vindo receber o prêmio hoje. Ela fez um trabalho brilhando. Ela é uma diva. Tenho cenas extras do filme que não entraram, vou pegá-las, fazer um copião e dar de presente para Ângela. Faço questão de entregar esse troféu para ela pessoalmente.  

Leandra Leal, filha de Ângela, levou também o título de Melhor Atriz Coadjuvante pelo trabalho como Silvia, no longa Boca.   O crítico Ismail Xavier recebeu um prêmio especial pela preservação do cinema nacional e cineasta Roberto Santos foi homenageado.   

A viúva de Claudio Cavalcanti, Maria Lúcia, recebeu pelo marido o prêmio de melhor ator coadjuvante, pelo papel de Dr. Ismael, por Astro - Uma Fábula Urbana em um Rio de Janeiro Mágico.  

— Com grande emoção que recebo, em nome do meu marido esse prêmio. É para você meu amor.   Em um telão nomes como do diretor Marcos Paulo, Norma Bengell, Walmor Chagas, Jorge Dória, entre outros, foram lembrados e receberam os aplausos do público.   

Um espetáculo à parte foram os mestres de cerimônia que viveram grandes nomes do cinema. Antônio Fragoso viveu Oscarito, Erico Braz encarnou Grande Otelo e Letícia Isnard fez uma imitação digna de Dercy Gonçalves.  

Homenagem à Ruth de Souza

Ruth de Souza foi a grande homenageada da noite. Ruth é uma das atrizes negras pioneiras do cinema brasileiro. Foi a primeira atriz negra a pisar no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Emocionada ela agradeceu o carinho recebido.  

— Olha o que vocês estão fazendo comigo, hein? Muito obrigada mesmo. Eu amo o teatro e o cinema. Eu ainda quero fazer muitos filmes.  

Diversos atores negros como Lázaro Ramos, Antônio Pitanga, Camila Pitanga, entre outros, subiram ao palco para parabenizar Ruth. Flávio Mariano, do grupo Nós do Morro, disse que foi uma honra poder homenagear Ruth.  

— Foi maravilhoso. A Ruth merece todo o reconhecimento. Ela é um ícone do nosso cinema, uma referência, eu sou fã.  

Veja os vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro:

Melhor longa-metragem de ficção
Gonzaga - De Pai Para Filho, de Breno Silveira  

Melhor longa-metragem de ficção - voto do público
Febre do Rato, de Claudio Assis  

Melhor longa-metragem em documentário
Raul - O Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho  

Melhor longa-metragem em documentário - voto do público
Raul - O Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho  

Melhor longa-metragem infantil
Peixonauta - Agente Secreto da O.S.T.R.A, de Célia Catunda e Kiko Mistrorigo  

Melhor longa-metragem em animaçã
Brichos - A Floresta É Nossa, de Paulo Munhoz  

Melhor direção
Breno Silveira, por Gonzaga - De Pai Para Filho

Melhor atriz
Dira Paes como Rosa, por À Beira do Caminho

Melhor ator Júlio Andrade como Gonzaguinha 35/40 anos, por Gonzaga - De Pai Para Filho

Melhor atriz coadjuvante
Vencedoras: Ângela Leal como Dona Marieta, por Febre do Rato Leandra Leal como Silvia, por Boca

Melhor ator coadjuvante
Vencedores: Claudio Cavalcanti como Dr. Ismael, por Astro - Uma Fábula Urbana em um Rio de Janeiro Mágico e João Miguel como Miguelzinho, por Gonzaga - De Pai Para Filho

Melhor direção de fotografia
Walter Carvalho, por Heleno

Melhor direção de arte Vencedores: Cassio Amarante, por Xingu Daniel Flaksman, por Corações Sujos Marlise Stochi, por Heleno

Melhor figurino Rita Murtinho, por Heleno

Melhor maquiagem Martín Marcías Trujillo, por Heleno

Melhor efeito visual Carlos Faia, Gus Martinez e Xico de Deus, por 2 Coelhos

Melhor roteiro original Hilton Lacerda, por Febre do Rato

Melhor roteiro adaptado
David França Mendes, por Corações Sujos, adaptado da obra Corações Sujos, de Fernando Morais   Melhor montagem de ficção Afonso Poyart, André Toledo e Lucas Gonzaga, por 2 Coelhos

Melhor montagem de documentário
Pablo Ribeiro, por Raul - o Início, o Fim e o Meio

Melhor som
Alessandro Laroca, Armando Torres Jr., Eduardo Virmond Lima, Renato Calaça e Valéria Ferro, por Gonzaga de Pai para Filho   Melhor trilha sonora Paulo Jobim, por A Música Segundo Tom Jobim

Melhor trilha sonora original
André Abujamra e Marcio Nigro, por 2 Coelhos   Melhor curta-metragem ficção Laura, de Thiago Valente  

Melhor curta-metragem documentário
Elogio da Graça, de Joel Pizzini  

Melhor curta metragem animação
Cabeça de Papelão, de Quiá Rodrigues  

Melhor longa-metragem estrangeiro
Intocáveis (França), de Olivier Nakache e Eric Toledano  

Melhor longa-metragem estrangeiro - voto do público
Intocáveis (França), de Olivier Nakache e Eric Toledano