Harvey Weinstein é considerado culpado por agressão sexual

Julgamento do produtor norte-americano teve ainda absolvição de acusações de agressão sexual predatória

Harvey Weinstein chega ao tribunal no último dia de seu julgamento por estupro e assédio

Harvey Weinstein chega ao tribunal no último dia de seu julgamento por estupro e assédio

Justin Lane / EFE-EPA - 24.2.2020

Harvey Weinstein foi considerado culpado por estupro e assédio sexual, mas absolvido de duas acusações de agressão sexual predatória. 

Segundo a imprensa internacional, Weinstein deixou o tribunal sorrindo e disse que não está preocupado sobre os rumos do julgamento.

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Weinstein, 67 anos, se declarou inocente de agredir sexualmente a assistente de produção Mimi Haleyi em 2006 e de estuprar Jessica Mann, uma aspirante a atriz em 2013.

Os jurados pediram para revisar partes do testemunho de Haleyi, além de e-mails entre ela e Weinstein e e-mails de Weinstein mencionando-a.

Haleyi, que era assistente de produção do reality show de moda Project Runway, testemunhou que Weinstein "pulou" nela em sua casa na cidade de Nova York em 2006, apoiando-a em um quarto e forçando-lhe a fazer sexo oral.

O testemunho de Haleyi foi lido aos jurados por dois estenógrafos do tribunal, com um fazendo perguntas e o outro dando as respostas.

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O júri também pediu para revisar e-mails relacionados a Annabella Sciorra, que testemunhou que Weinstein entrou em seu apartamento em Nova York em uma noite de inverno em 1993 ou 1994 e a estuprou.

Os jurados pediram para rever o testemunho da atriz Perez, que corroborou a história de Sciorra durante o julgamento. Perez disse que Sciorra contou a ela sobre o suposto ataque depois que aconteceu.

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Desde 2017, mais de 80 mulheres acusam Weinstein de má conduta sexual. Weinstein, cujos filmes incluem O Paciente Inglês e Shakespeare Apaixonado, negou as acusações e disse que qualquer encontro sexual era consensual. Os advogados do produtor tentaram convencer o juri de que, na verdade, ele era vítima de manipulação.

A promotora Joan Illuzzi Orbon classificou Weinstein como o "mestre do próprio universo", tratando mulheres como "descartáveis".