Cinema e Séries Viola Davis promove o filme 'A Mulher Rei' no Rio de Janeiro

Viola Davis promove o filme 'A Mulher Rei' no Rio de Janeiro

Atriz fala sobre a importância de um filme com protagonismo de mulheres negras

Viola Davis divulga o filme "A Mulher Rei" no Brasil

Viola Davis divulga o filme "A Mulher Rei" no Brasil

Manuela Scarpa/Brazil News

A atriz norte-americana Viola Davis veio ao Brasil para divulgar A Mulher Rei, longa-metragem que chega aos cinemas nesta quinta-feira (22). Um filme que, acima de tudo, celebra uma cultura e um povo tão invisibilizado nos cinemas.

A Mulher Rei acompanha a história das Agojie, uma unidade de guerreiras do Reino do Daomé, um dos estados mais poderosos da África nos séculos XVIII e XIX. Davis é Nanisca, a líder dessas mulheres que leva tudo com uma garra e habilidade inspiradoras. Ao seu lado, ainda estão personagens tão poderosas quanto, como a jovem Nawi (Thuso Mbedu), a empolgante Izogie (Lashana Lynch) e, ainda, a sábia Amenza (Sheila Atim).

"[Com o filme], é a chance de nós sermos vistas", contextualizou Viola Davis, durante a coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro. "Nós não estamos presentes em filmes de grandes cineastas, de grandes filmes. Nós não somos vistos na vida. Nem nossa beleza, nossa cultura. Não somos vistos como valiosos. Nós somos invisíveis. Agora, a vida dessas mulheres negras, durante duas horas e seis minutos, é finalmente vista. As pessoas ficam mais interessadas em nossas vidas".

Indo além, Viola, que também é produtora do longa-metragem, explica a importância do filme chegar aos cinemas agora - e como ela simplesmente cansou da mesmice dos personagens. "Como mulheres negras, estamos no fim da lista", disse a atriz. "Pode até ver médicas, advogadas negras sem nomes nos filmes. Você vê a pessoa na tela e depois fica procurando quem é, nos créditos, e não encontra. Estou farta disso. Eu sei quem são essas pessoas. São nossas mães, nossas tias. Eu sei quem são. Por isso é um filme importante."

Preparação de Viola Davis

Na coletiva de imprensa, Viola foi questionada sobre sua preparação para viver Nanisca. A história do filme, que nasceu a partir de uma ideia da também atriz Maria Bello em 2015, exige muito da atriz - segundo ela, eram cinco horas de treino por dia para conseguir fazer tudo que a personagem exige. No entanto, ela refuta que A Mulher Rei é um filme de ação. "É um drama histórico. É reduzir demais dizer que este é um filme de cinema de ação", diz.

E qual o motivo do título A Mulher Rei? Por que não "rainha" ou algo do tipo? "Ela é uma general que mereceu isso, que mereceu esse título. Essa mulher merece estar no topo. Não como uma parceira, não como uma segunda em comando. Mas uma líder. Nós, geralmente, somos secundárias. Mulheres, mulheres negras. Ver alguém como eu em um pôster com a palavra 'rei' significa algo inacreditavelmente poderoso", diz Viola Davis.

Julius Tennon, marido da atriz e também produtor, complementa na coletiva: "esse filme pode criar uma mudança que todos nós queremos. Afinal, tudo começa com algo espetacular".

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