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publicado em 18/07/2010 às 06h00:

Diretores de Dzi Croquettes falam
sobre as dificuldades do filme

Tatiana Issa e Raphael Alvarez documentam a memória perdida de grupo teatral brasileiro

Do R7

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O documentário brasileiro Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez entrou em cartaz nesta sexta-feira (16). Porém, a pré-estreia da obra aconteceu na segunda (12) numa sala de cinema de São Paulo, com a presença dos diretores e parte do elenco. O filme reúne entrevistas com os integrantes originais do célebre grupo (Cláudio Tovar, Ciro Barcelos, Bayard Tonelli, Rogério de Poly e Benedito Lacerda), que contam desde a formação, a censura que sofreram, o sucesso e o dinheiro que ganharam, até a decadência e o fim.

O longa ainda mostra muitos depoimentos de artistas como Liza Minnelli, Betty Faria, Jorge Fernando, Elke Maravilha, Gilberto Gil, Normal Bengell, Nelson Motta, Miguel Falabella, Ney Matogrosso, Marília Pera, Cláudia Raia, entre outros. 

Apesar desse formato comum utilizado em documentários, com os entrevistados em frente à câmera, intercalando com imagens de arquivo, os diretores inovam ao colocar a narração em primeira pessoa de Tatiana Issa, cujo pai, Américo Issa, fez parte da equipe técnica do Dzi Croquettes.

- Fiz o documentário com olhos de criança. Eu tenho memória afetiva daquela época, dos bastidores, era tudo tão mágico.

Criado em 1972, o Dzi Croquettes não era um espetáculo gay, ao contrário, ninguém queria ser mulher, como diz Ney Matogrosso. Os homens barbudos e com pernas peludas colocavam roupas femininas para contestar em uma época em que ninguém podia ser diferente, fazendo assim um teatro político com humor.

Poliglota, o grupo criou uma nova liberdade de linguagem teatral, com originalidade e excentricidade. Composto por 13 integrantes, dos quais 8 morreram (4 por Aids, 1 por aneurisma e 3 assassinados), os participantes do Dzi Croquettes se consideravam uma família. A mãe era Wagner Ribeiro, comediante nascido no interior de São Paulo, católico e homossexual, que criou a ideia inicial e inspirou o teatro do improviso e do besteirol no anos 80, influenciando Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães, entre outros. Ele também é o dono da famosa frase "só o amor constrói".

Junto com a linguagem de cabaré misturada com o carnaval carioca, entra Lennie Dale, o pai da família, o bad boy da Broadway, que se apaixonou pelo ritmo brasileiro. Grande bailarino, Lennie teve uma vida cheia de polêmicas, foi preso, atropelado, e um dos responsáveis pelo fim do Dzi Croquettes. Foi ele também que trouxe profissionalismo e toda a técnica da dança para o grupo teatral.

Saiba mais sobre os filmes que entraram em cartaz nesta sexta (16)

Um dos documentários brasileiros mais premiados (já ganhou 11 troféus), Dzi Croquettes foi feito com orçamento zero, conforme afirmaram os diretores Tatiana e Raphael.

- Não sabíamos se o público ia receber bem e fomos recusados por todos os lugares onde pedimos patrocínio. Todos alegavam que o filme não tinha o perfil. Começamos a filmar os depoimentos em julho de 2007 e, em 2009, mandamos um DVD para o Canal Brasil. Eles abraçaram o projeto e possibilitaram a finalização. A primeira exibição do documentário foi no Festival do Rio de 2009.

A dupla de cineastas passou por outros obstáculos além desse, de acordo com a fala de Tatiana.

- Não há imagens do Dzi Croquettes no Brasil. Essas que aparecem no documentário são de uma televisão alemã que filmou o espetáculo em Paris no ano de 1975 e guardou em película. Outro problema era dar a mesma importância para todos os 13 integrantes, que passaram por muitos altos e baixos, e, durante os depoimentos, surgiram personagens novos, todos interessados em contar histórias, muitas histórias. Além das cinco fitas de depoimentos perdidas por causa de um incêndio na produtora.

Com toda essa força de vontade de Tatiana e Alvarez, vale muito a pena conferir o que faz parte da história cultural do Brasil e que, por pouco, não foi esquecida.

Colaborou Letícia Mendes, estagiária do R7

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