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publicado em 29/05/2011 às 10h00:

Novo X-Men desperdiça potencial de jovens mutantes

Primeira Classe tem diálogos fracos com história muito preguiçosa

João Varella, do R7

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Somar os conflitos normais da adolescência com a descoberta de super-poderes é um dos alicerces do mundo dos X-Men. Quem lê quadrinhos sabe que os mutantes descobrem suas habilidades na já conturbada época da puberdade. Era de se esperar que o filme X-Men: Primeira Classe explorasse até o fim esse tipo de conflito. Mas não. O filme, que parece ter sido feito à toque de caixa, desperdiça essa e outras oportunidades.

Com estreia marcada para a sexta-feira 3 de junho, o longa se propõe a contar a origem do grupo de super-heróis formado por mutantes, que seriam o próximo passo da evolução humana. O telepata especialista em genética Professor X (James McAvoy, de Desejo e Reparação) se une a Magneto (Michael Fassbender, de Bastardos Inglórios) para contatar jovens mutantes.

A história é um prólogo dos outros três filmes dos X-Men, que por sua vez já deram cria com a sub-franquia Wolverine, personagem que em Primeira Classe ainda não havia se unido ao grupo e aparece só em uma cena para mandar todo mundo “se ferrar” (em uma tradução suave).

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O filme consegue levar uma mensagem de aceitação das diferenças particulares. Mas tudo não passa do campo das boas intenções. Como há uma profusão de personagens e não há uma escolha clara de ponto de vista na história, acaba que ninguém do elenco consegue prender a atenção por muito tempo.

Potência

A Marvel Comics, editora responsável por editar o gibi dos X-Men (que conta também no portifólio com Homem-Aranha, Capitão América, Hulk, entre outros) conhece o potencial da puberdade mutante. Além dos próprios X-Men volta e meia terem de lidar com um novo integrante jovem, o tema já rendeu uma série de outros grupos de heróis, como Geração X, Novos Mutanes, X-Force. Todos têm potencial para protagonizar tranquilamente um longa metragem próprio e sem os debates entre Professor X e Magneto, particularmente chatos e rasos nesse quarto longa da série.

Outro grupo mutante também evitaria lidar com a complexa história dos X-Men. Uma das coisas mais prezadas pelos fãs de gibis juvenis/adultos é a continuidade. Não é como uma história infantil, onde a Mônica pode bater no Cebolinha à vontade que na próxima edição ele já está novo em folha. Se Cebolinha fosse da Marvel, já estaria com graves sequelas.

Primeira Classe não consegue nem respeitar a própria cronologia da série de filmes. Eis que nesse longa, as personagens Mística (Jennifer Lawrence, do indicado ao Oscar deste ano Inverno da Alma) e Professor X são criados juntos como irmãos. Que não faça jus aos personagens originais dos comics é compreensível - a transposição para a tela grande exige adaptações. Mas isso vai de encontro a todos os três filmes anteriores, que em nenhum momento deu pistas de uma relação tão íntima entre os dois.

A ignorância de não ter visto os filmes dos X-Men pode ser uma bênção no quesito consistência de personagem, mas não vai livrar o espectador de se deparar com uma direção de arte e figurino sofríveis. O filme se passa nos anos 60, mas volta e meia surgem elementos high-tech para aquela época e para a nossa. Há um monte de cabos, luzinhas piscantes que não convencem. O gel no cabelo do mutante malvado Azazel também parece de filme B.

First Class

O filme parece não respeitar nem a própria cronologia da série de filmes (Foto: Divulgação)

Preguiça

O que é mais frustrante é que a série foi a responsável por elevar a autoestima dos super-heróis na telona (exceto pelo terceiro, que virou farafoda). Apesar de o roteiro levar a assinatura de Brian Singer, diretor dos dois primeiros filmes, aqui a história é preguiçosa. Em apenas uma apressada cena, cada um dos heróis explica seus poderes escolhe os codinomes.

A direção de Matthew Vaughn (Kick Ass) parece nem ter se preocupado em elevar a qualidade. Há um momento na tal cena de apresentação dos poderes e nomes que os personagens se esticam para espionar ao mesmo tempo do canto de uma parede que lembra as séries infantis dos anos 80-90, como Punky, a Levada da Breca.

O treinamento para eles dominarem seus poderes é feita de forma apressada, cheia de planos curtos e com diálogos fracos. Outro desperdício.

X-Men são uns dos personagens mais bacanas do mundo da Marvel Comics por trazerem a questão humana do cara com super poderes. Quer dizer, por mais que o personagem seja capaz de destruir uma montanha com um estalar de dedos, ele também tem problemas com namorada, família, etc..

O novo X-Men passa por cima desse tema com diálogos fracos e cheios de maniqueísmo - quem tolera os mutantes é bom, que não tolera é do mal.

Ah, e não adianta ficar até depois que os créditos rolarem que não tem nenhuma cena extra, como tradicionalmente aconteceu nos filmes da franquia. Até mesmo esse simpático costume foi desperdiçado.

 

 

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