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publicado em 21/08/2011 às 06h00:

"Fina Estampa é popular e bem brasileira",
diz Aguinaldo Silva

Autor do próximo folhetim das 21h diz que a protagonista Griselda existiu na vida real

Do R7


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Aguinaldo Silva é, sem dúvida alguma, o mais polêmico novelista da história da TV brasileira. Afinal de contas, ele não constuma ter papas na língua para comentar o que acontece no meio artístico. 

Censura não é mesmo palavra que se encaixe na vida desse pernambucano radicado no Rio de Janeiro e que, antes de escrever folhetins, fez carreira no jornalismo como repórter e editor - ele comandou a editoria de polícia e cidade do jornal carioca O Globo entre 1968 e 1978. 

Aos 67 anos, Aguinaldo encara a missão de fazer sucesso, desta vez, no comando de Fina Estampa.

Antes mesmo da trama começar, nesta segunda (22), Aguinaldo fez polêmica. 

Ele não gostou muito, por exemplo, de a trama do horário das 19h, Morde & Assopra, escrita pelo também jornalista Walcyr Carrasco, explorar a história de uma mulher batalhadora, vivida por Cássia Kiss. Afinal, sua novela vai se calcar na vida de Griselda, interpretada por Lilia Cabral, que não vai temer arregaçar as mangas para sustentar sua família. E ainda falou mal dos vilões criados na teledramaturgia atual.

Aguinaldo, que estreou na TV com a série Plantão de Polícia (1979), foi autor de sucessos como Lampião e Maria Bonita (1982), Tieta (1989), Riacho Doce (1990), Pedra sobre Pedra (1992), Fera Ferida (1993), A Indomada (1997), Senhora do Destino (2004) e Duas Caras (2007). 

Ele é o único autor da Globo que, tirando minisséries e seriados, só fez novelas para o horário mais nobre do canal, o das 21h.

Abaixo, uma entrevista com Aguinaldo Silva enviada pela CGCom (Central Globo de Comunicação) ao R7:

Como você definiria a novela?
Aguinaldo Silva -
Fina Estampa é um folhetim clássico, com todas as características do gênero, só que modernizadas, adaptadas para a época em que vivemos. É uma novela com tramas fortes que se cruzam, de personagens muito reais e envolvidos com questões inerentes ao ser humano. É uma novela popular, urbana e profundamente brasileira.

O que a trama quer passar para o público?
Aguinaldo - 
A novela vai deixar uma pergunta no ar: o que vale mais nas pessoas, a aparência ou o caráter? Griselda é de um caráter inquestionável que percebe que está se transformando com o dinheiro. Num mundo onde o culto ao corpo e a beleza física é uma verdadeira mania, as tramas de Fina Estampa, de um modo ou outro, têm a árdua tarefa de questionar essa opção.

Por que ambientar a trama na Barra da Tijuca [bairro da zona oeste carioca]?
Aguinaldo -  Sei que existe, na parte mais tradicional do Rio de Janeiro, certo distanciamento com o bairro. A Barra é mesmo bem diferente do resto da cidade, exceto na área do Jardim Oceânico, que é um bairro como outro qualquer. Eu quero mostrar que a Barra, com suas características sociais tão distintas, é tão carioca quanto qualquer outro bairro. E é muito bonita e atraente.

Griselda é um personagem muito peculiar e inusitado na televisão. Sua criação foi baseada em alguém da vida real?
Aguinaldo -  Sim, como todos os meus personagens. Eu conheci uma mulher igual a ela, uma faz-tudo, no bairro de Santa Teresa, onde morei na década de 70. Ela era viúva, portuguesa como Griselda e um tanto masculinizada. Então, eu ficava pensando como seria se ela passasse por uma transformação que a fizesse voltar a se preocupar mais com a aparência. A personagem e sua história estavam no meu passado. Só tive que ir lá resgatá-las.

E o que você pode dizer sobre a vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni)?
Aguinaldo -
Gosto quando o vilão ou a vilã são mais humanizados. Tereza Cristina realmente achará que tem motivos para agir como age. Para ela, são atitudes justas e inquestionáveis. Isso a tornará mais humana, mais suave.

Na maioria das tramas de Fina Estampa, as relações de maternidade são muito fortes. Por que tratar desse assunto?
Aguinaldo -  Para mim, a família é a base de tudo e, nesse tempo de crise de valores, é sempre nela que devemos buscar apoio. As relações de família - e dentro delas, as de maternidade - é que tornaram possível o progresso do homem e dão real valor à história humana. A origem da civilização está lá e eu sempre procuro mostrar isso em minhas obras.

Como a novela vai entrar na questão da violência doméstica através da história de Celeste (Dirá Paes)?
Aguinaldo -  De um modo mais polêmico. Por que Celeste não denuncia Baltazar para a polícia? Isso, em casos de violência doméstica, é comum e é hora de se discutir por que, num mundo onde as mulheres já têm voz, isso ainda acontece. Por que determinadas mulheres, por questões emocionais, simplesmente não conseguem se livrar disso. 

O que você sabe sobre as tramas de Aguinaldo Silva? Faça o teste! Depois, veja as respostas.

 



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