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publicado em 06/12/2011 às 12h05:

Jornalista Ale Rocha morre após transplante de pulmão

Especializado na cobertura televisiva, ele foi comentarista do Hoje em Dia (Record)

Lele Siedschlag, do R7

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O jornalista Ale Rocha, que morreu nesta terça-feira (6), aos 34 anos, após uma infecção decorrente de um transplante de pulmão, era daquelas pessoas que você encontra e fala "Que cara bacana". Ele era isso: um cara bacana. Mas bacana de verdade, daqueles que a gente vê em filme. A good guy. E inteligente, e culto, e que escrevia bem pra caramba. "Cara pra casar", dizia uma amiga minha. Ou pra ser amiga pra sempre, que foi o meu caso.

Eu sempre lia o que ele escrevia no Poltrona, porque o Ale sabia do que estava falando. Sempre. Pra mim foi o maior colunista sobre TV que a gente teve. Porque o Ale entendia a TV não apenas como fenômeno midiático, como "jornalistão", como a gente brincava. O Ale também consumia TV como a gente consome. Ele realmente gostava da coisa, sabe?

Quando a produção do Hoje em Dia falou comigo sobre fazer uma bancada de blogueiros pra comentar a Fazenda, em 2010, eu indiquei o Ale pra formar o time. E tenho orgulho de ter feito isso, porque ele foi o nosso capitão. Eu, Fabinho e Camila sempre falávamos que ele era o chefe da mesa. Punha ordem na coisa, escolhia quem ia fazer qual pergunta, enfrentava o entrevistado com aquele olhar de leão que ele tinha. E no fim sempre ria, ria muito.

Nos livebloggings que a gente fazia no TDUD, da Fazenda e do BBB, ele estava sempre. E quando não estava, o público chiava. A gente dizia que o Ale era o único que entendia as provas que o Britto Jr. e o Bial explicavam. Ninguém entendia nada, e o Ale ia lá explicar pra gente, rindo e mostrando como ele era foda. Desculpem a palavra, mas acho que depois da música da Pitty a gente pode dizer isso. O Ale Rocha era foda. 

Ele tinha hipertensão pulmonar e estava na fila do transplante de pulmão há dois anos. Dois anos. Ele me dizia que no Brasil ninguém com esta condição tinha sobrevivido ao transplante, mas ele ia sobreviver pra poder jogar futebol com o filho e pra ir a mais um show do Pearl Jam. "Hoje é dia de rock, bebê" foi o último tweet dele, antes do transplante. A possibilidade de viver, pra ele, era isso: um dia de rock'n'roll. Forte, incrível. Um acontecimento.

Depois do transplante, ele acordou, sorriu, falou com a família. Não foi sedado, porque não precisou. Era um leão. Só que uma infecção veio e acabou com tudo isso, o sonho, a voz, o sorriso, o rock. O mesmo Twitter que mandou um #alerochaday no dia do transplante, em comemoração à vitória, hoje colocou nos Trending Topics a tag #RIPAleRocha.

O reality desse mundo era medíocre demais pra essa força da natureza que era o Ale Rocha. Ele foi, e deixou a gente aqui, tentando entender essa prova, sozinhos. Prometemos tentar, Ale. Vai com Deus.

Veja a conversa que Ale teve com Lele e Clara aqui no R7 em agosto deste ano:



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