R7 - Entretenimento

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha

27 de Maio de 2016

Você está aqui: Página Inicial/Entretenimento/Famosos e TV/Notícias

Icone de Famosos e TV Famosos e TV

publicado em 26/10/2009 às 06h00:

Miro Moreira: “Em Milão passei muita fome”

Antes de ser famoso, o modelo precisou superar muitas dificuldades

Cléo Francisco, do R7

O modelo relembra como era sua vida antes da iniciar a carreira de modelo. Mais: ele abre o jogo sobre as dificuldades pelas quais passou, assume que se considera um homem vaidoso, fala sobre a igreja evangélica que tem frequentado e da loira famosa que está namorando.

R7- Antes de ser modelo, que profissões você exerceu?
Miro Moreira - Fui camelô. Minha mãe fazia artesanato, brincos femininos, pintava sabonetes e botava lá para vender. Às vezes, fazíamos temperos para vender, era um jeito de ganhar dinheiro. Vendíamos em feiras grandes.

R7- Até que idade trabalhou como camelô?
Miro - Até os 14. Comecei cedo, ganhava meu dinheirinho para comprar meus chocolates. Depois foi trabalhar num banco, onde fiquei por dois anos.

R7- Como foi a virada de bancário para modelo?
Miro - Ouvia muitos comentários para tentar ser modelo e fui tentar para ver se dava certo. Fui na Elite Models, me informei, fiz umas fotos. Tinha de 17 para 18 anos.

R7 - Já começou a viajar logo para fazer trabalhos fora do país?
Miro
- Só depois de quatro anos. Tive um problema de espinhas no rosto, precisei fazer um tratamento muito sério. Não sei como não ficaram marcas. Também usei aparelho nos dentes durante quase quatro anos.

R7- E depois?
Miro - Depois de quatro anos fui para Milão, onde fiquei um mês e meio. É a capital da moda. Mas foi muito difícil, passei muito perrengue, muita fome. Não tinha trabalho, não tinha foto nenhuma no book. As roupas que eu usava eram roupas da minha vida, não entendia o que era moda. Minhas roupas eram muito simples, coisas feitas pela minha mãe e minha avó para mim. Lembro que morávamos em seis. Passávamos no McDonald´s, que tinha um hambúrguer que custava 50 centavos. Cada um comprava uns dez e enchia a mochila de hambúrguer. Voltei para o Brasil com infecção intestinal.

R7 - Essa primeira investida mal sucedida não te desestimulou?
Miro - Muito. Nesta brincadeira, gastei mais de R$ 10 mil que eu não tinha. Endividei minha família inteira. Isso me desmotivou muito. Mas pensei em continuar para recuperar o dinheiro. Então batalhei mais um pouco. Rolaram alguns pequenos trabalhos aqui no Brasil. Pensei: “Quer saber? vou embora de novo”. E fui para a Grécia onde fiquei seis meses e as portas se abriram para mim. Minha agência perguntou para a agência de lá se queriam alguém no meu perfil. Fiz de tudo: desde comercial até foto para papel de bala, clipe musical. A Grécia é um lugar perfeito para quem está começando, pois se faz muito editorial e, com isso, se consegue muito material para o book.

R7 - E como foi a chegada lá?
Miro – Como em Milão, sem saber onde ia morar, nada. E no primeiro dia, saí na porta e vi uma mulher esquentando uma colher. Depois puxou aquilo com uma seringa, injetou no braço e botou a cabeça para cima, ficando com a boca aberta. Foi horrível. Fiquei uma semana tomando sopa e comendo macarrão instantâneo que tinha trazido do Brasil. Estava num hotel que tinha apenas três banheiros para todos os hóspedes.

R7 – O que aconteceu depois?
Miro -
Após uma semana, conheci os gêmeos Flávio e Gustavo. Eles foram para a Grécia modelar e fazer umas fotos. Ficamos amigos. Eu estava desesperado para fazer um amigo. Nós passamos um dia fazendo casting juntos. Eles viram que eu queria ir embora depois do que presenciei na frente do hotel e me convidaram para ficar com eles. Topei na hora, botei um cobertor no chão e dormi ali, feliz da vida. Aí minha vida começou a mudar. Eles foram meus anjos da guarda. Me ensinaram tudo o que aprendi no começo. Por isso dou um valor muito grande à amizade deles. Voltei para São Paulo com o book melhor e depois não parei mais. Fui para Milão, Nova York, Paris, Alemanha, Espanha, Dinamarca, o mundo inteiro. Fiz trabalhos para Dolce e Gabana, Roberto Cavalli, Armani.

R7 - Você se considera um homem bonito?
Miro - Sou muito preocupado com vaidade. Costumo brincar que sou centimetrosexual. Eu me considero um homem atraente. Passo meu cremes no rosto de manhã e à noite. É para dar um aspecto melhor. Faço minha mão de vez em quando Mas cuido da carne e do espírito.

R7 – Como cuida do espírito?
Miro
– Me ligo muito a Deus e tenho muita fé. Ele me deu muitas coisas. Minha religião é Deus. Fui batizado na igreja católica, mas tenho aprendido muitas outras coisas. O pessoal da Record me levou numa igreja. Não foi na Igreja Universal. Era uma igreja simples, evangélica, em que cabiam 50 pessoas e onde comecei a sentir muita coisa legal. Gostei muito, muito. Adorei.

R7 - Você reza todo dia?
Miro
– É como se tivesse fazendo o meu diário, penso na minha família, falo das coisas que quero e é impressionante. Queria muito fazer a campanha da Bel Staff, de jaquetas em Milão. Tanto essa como a da Armani, pedi para fazer e consegui. Faço isso de manhã, no meio do dia. Busco contato com Deus sempre que possível.

R7 - Existe preconceito contra homem modelo?
Miro - Tem sim, muito. No começo ligava, ficava meio com vergonha, falava que não fazia algumas coisas. Mas eu faço mesmo.

R7 - O que?
Miro - Alguns amigos que me viam passando creme ou sabiam que eu ia no podólogo fazer a unha do pé e diziam que não era coisa de homem. Eles brincavam muito. Antes de começar minha carreira, tinha outra cabeça. Mas vi a diferença quando fui para Milão. Disputava trabalho com homens perfeitos, caras bonitos. Pensava: “Se eu não me cuidar, não vou conseguir trabalhar”. E acabei gostando de me cuidar.

R7 – Está namorando?
Miro - Tenho uma pessoa hoje, mas não posso falar.

R7 - É famosa?
Miro - É famosa. A gente meio que assumiu faz pouco tempo.

R7 - Dá uma dica.
Miro - Não posso falar de jeito nenhum. Ela é loira, pronto. E estou super feliz.

R7 - Valeram a pena os perrengues que você passou?
Miro - Se soubesse que valeria tanto a pena assim, poderia ter passado mais perrengues. Estou numa fase ótima. Sonho em comprar meu apartamento. Moro com meus pais ainda. Concretizei o sonho de comprar um carrinho para mim. Quero muito comprar um apartamento perto dos meus pais para eu continuar cuidando deles.

Veja Relacionados:  Miro Moreira
Miro Moreira 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping