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publicado em 29/09/2012 às 13h14:

Relembre a trajetória e a carreira de Hebe Camargo

Apresentadora morreu aos 83 anos na madrugada deste sábado (29)

Miguel Arcanjo Prado, do R7


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Hebe Camargo sempre foi sinônimo de TV, veículo do qual se tornou madrinha. Ícone feminino brasileiro, ela nasceu em pleno Dia Internacional da Mulher, 8 de março de 1929, em Taubaté, no interior de São Paulo. O pai, o violonista Sigesfredo Camargo, tocava no cinema da cidade. 

Quando os filmes mudos acabaram, seu Fredo, como era chamado, perdeu o emprego e resolveu tentar a sorte em São Paulo, acompanhado dos filhos e da mulher, Ester. Foram morar em um porão no bairro da Liberdade.

Como a família não tinha muito dinheiro, Hebe, ainda adolescente, precisou trabalhar como empregada doméstica na casa de uma tia rica. A cada folga, corria para cantar nas rádios da cidade, onde ganhava um trocado. 

Fez parte do quarteto Dó-Ré-Mi-Fá com a irmã Stella e duas primas. Quando o grupo acabou, formou a dupla Rosalinda e Florisbela, com Stella. Mas logo resolveu cantar sozinha. Fã de Carmen Miranda, gravou disco e ganhou o título de Moreninha do Samba.
 
Com a amizade com a turma do rádio, Hebe foi convidada por Assis Chateaubriand (1891-1968) para ir buscar no porto de Santos os primeiros equipamentos de TV que chegaram ao Brasil. Foi escalada para cantar o Hino da Televisão, no dia da primeira transmissão, mas preferiu ir com o namorado ao teatro Cultura Artística, porque achava a letra da música feia. A amiga Lolita Rodrigues teve que substituí-la às pressas.

Ironia da vida, Hebe não passou no primeiro teste de câmera que fez na TV, feito nos corredores da Tupi. O diretor falou que a imagem estava escura e horrível. Mas não desistiu. A grande chance veio em 1955, quando o galã e diretor Walter Forster a chamou para ser uma das cinco apresentadoras do programa "O Mundo É das Mulheres", que deu voz ao discurso feminista na TV brasileira. Em 1957, resolveu abandonar a morenice e pintar os cabelos de loiro para sempre. Deu certo e ela fez mais sucesso.
 
Em 1964, Hebe se casou com o empresário Décio Capuano. Ao contrário do discurso feminista em voga que defendia em seu programa, abandonou o trabalho para cuidar do marido e do único filho, Marcello. Mas a TV exigiu sua volta e o casamento acabou em 1971.
Na década de 70, trabalhou na Record. Em 1973, casou-se com  o também empresário Lélio Ravagnani, que, ao contrário do primeiro marido, não se opunha à sua carreira. Ficaram juntos até a morte dele, em 2000.

No fim dos anos 70, Hebe foi para a Band, onde ficou até 1985, quando Silvio Santos a convidou para ser a grande estrela do SBT. No programa Hebe, recebeu em seu famoso sofá os principais artistas, personalidades e políticos do país e fez da segunda-feira à noite seu dia na TV.

A sala da Hebe se tornou uma extensão da sala de todos os telespectadores. Com seu estilo franco e sempre antenada, ela nunca deixou de criticar os políticos e a corrupção. Aos amigos, distribuía selinhos, que se tornaram sua grande marca. 

Em março de 2009, Hebe comemorou seus 80 anos em grande estilo, com um especial na TV e duas grandes festas: uma em São Paulo e outra na Disney, onde foi brincar com os amigos. Dizia que queria se sentir criança outra vez.
 
Veja frases marcantes de Hebe Camargo!

Nunca menti idade
 
Hebe Camargo - Apresentadora

TV é minha vida. Mas vou fazer TV enquanto estiver alegre, feliz, brincando no palco. Quando ficar uma coisinha meio murcha,
eu digo: 'Bye Bye, Brasil'.


Não tenho o direito de pedir nada a Deus. Só tenho de agradecer.


Fico com peninha de envelhecer, porque sobra pouco
para me divertir e gozar a vida.


Precisava limpar a cozinha da minha tia para ter dinheiro para pagar
o bonde para ir cantar nos programas de calouro.


Fui reprovada no primeiro teste e estou aqui até hoje,
já os que me aplicaram os testes morreram todos.


Rapazinhos de 15 e 16 anos me pedem selinho. Eu adoro.


Nunca me senti um mito.


Muita gente caçoou da minha festa de 80 anos, na Disney.
Quer coisa melhor do que ter 80 anos e ainda se sentir criança.


Não quero festa para meus 83 anos. Festa a gente tem de
fazer quando é jovem. Neste tempo não tem muita graça,
porque é quase uma festa de despedida.

 
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