Suicídio de Caroline Flack acende busca por regras mais rígidas 

Morte de celebridade, no sábado (13), provocou debate sobre as táticas agressivas de reportagem da imprensa britânica de tabloides 

Caroline Flack era famosa na TV britânica

Caroline Flack era famosa na TV britânica

Reprodução/Instagram Caroline Flack

O suicídio de Caroline Flack, uma das estrelas de TV mais famosas do Reino Unido, levou quase 350.000 pessoas a assinar uma petição exigindo leis mais duras sobre a maneira como os tabloides tratam as celebridades.

Flack, de 40 anos, ex-apresentadora do popular reality show "Love Island" e vencedora da versão britânica de "Dancing with the Stars", foi encontrada morta em seu apartamento em Londres no sábado, após cometer suicídio.

Ela deixou o cargo de apresentadora depois de ser acusada de agredir o namorado em dezembro, o que ela negou.

A morte de Flack provocou um debate sobre a maneira como a imprensa britânica de tabloides, conhecida por suas táticas agressivas de reportagem, cobre celebridades e o nível de veneno que pode ser direcionado a pessoas nas mídias sociais.

Ela já havia falado sobre sua batalha contra a depressão.

A petição, assinada por 346.000 pessoas às 12h10 (horário de Brasília) desta segunda-feira, pede a proibição do uso de citações anônimas, invasão de privacidade, publicação de informações privadas e divulgação dos registros médicos ou de saúde de um indivíduo.

"Isso evitará danos pessoais, suicídio, abuso de substâncias e problemas de saúde mental", segundo a petição. "Vamos nos unir e de uma vez por todas fazer uma mudança."

O programa "Love Island" voltará ao ar na segunda-feira à noite, após dois dias sem transmissão, informou a emissora ITV, e incluirá uma homenagem à ex-apresentadora.

(Reportagem de Kate Holton)