Selos azuis comprados geram epidemia de fake news e enganam fãs no Instagram
Verificação paga vira rota para boatos e fraudes contra fãs
Vanity Brasil|Do R7

Desde que o Instagram liberou o selo de verificação azul para compra, o cenário de notícias na rede social tem se tornado um campo minado. Perfis falsos ou de usuários mal-intencionados têm se aproveitado da credibilidade visual do checkmark azul para enganar milhares de seguidores, disseminando informações falsas, boatos e até mesmo promessas fraudulentas.
Muitos desses perfis se passam por figuras públicas, veículos de comunicação ou até mesmo criam páginas que simulam o nome e o visual de celebridades. Ao adicionar o selo azul – antes um símbolo rigoroso de autenticidade – a confusão se instala, especialmente entre fãs menos atentos. A proliferação dessas contas verificadas, que não têm compromisso com a verdade, tem sido uma fonte constante de fake news envolvendo artistas, políticos e outros personagens de destaque.

O problema se intensifica porque, ao ostentar o “selo da verdade”, a informação falsa ganha tração rapidamente, sendo compartilhada como se fosse real. Isso força celebridades e equipes de comunicação a emitirem notas de esclarecimento constantemente, tentando reverter o estrago causado pela desinformação comprada. A plataforma, por sua vez, enfrenta o desafio de equilibrar a democratização da verificação com a manutenção de um ambiente informativo seguro e confiável.
