R7 Meu Estilo Loucas de amor explica a atração por criminosos

Loucas de amor explica a atração por criminosos

Caso do maníaco do parque motivou livro sobre mulheres que se envolvem com assassinos

Loucas de amor explica a atração por criminosos

Reprodução

Francisco de Assis Pereira, que ficou conhecido como o Maníaco do Parque depois de assassinar dez garotas e violentar outras onze no Parque do Estado, em São Paulo, chegou a receber em torno de mil cartas por mês no presídio de Itaí, onde cumpre pena. Intrigado com o assédio a um homem que deveria, a princípio, causar repugnância em todas as mulheres, o jornalista Gilmar Rodrigues quis saber como mulheres aparentemente normais se interessam por homens perigosos, criminosos que fizeram mal justamente a outras mulheres. O resultado é o livro Loucas de Amor: mulheres que amam serial killers e criminosos sexuais, lançado em 2008. 

— Existem algumas características comuns, como o fato de elas não terem tido, desde a infância, bons relacionamentos, não terem formado laços de afetividade. As cartas enviadas por essas mulheres aos criminosos também são sempre infantilizadas, com desenhos de florzinhas, bichinhos.

Essas mulheres, acredita Rodrigues, se sentem muito desvalorizadas, uma vez que nunca a valorizaram na vida, e imaginam que se conseguirem recuperar um cara desses, serão alguém na vida.

— A mulher que não se considera nada, e estar ligado a um criminoso famoso, ser reconhecida, já é uma vantagem. Ela, que não se acha nada, passará a ser a mulher do fulano de tal. Como elas não se consideram muito, imaginam que o que está preso, que está no último degrau da escala social, não vai recusá-las.

A pesquisa de Gilmar o levou a caracterizar essas mulheres como pessoas carentes, de baixa auto-estima e que sofreram alguma espécie de abuso e abandono. Elas acreditam que sua carência será saciada, pois de dentro da cadeia seu parceiro não tem como as abandonar. Deixam de lado trabalho, família e amigos para poder visitar seu companheiro na cadeia. Lá dentro são tratadas “como rainhas”, nas palavras das próprias mulheres.

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Para algumas a ilusão passa, percebem que dentro de uma cela os criminosos agem de um jeito, fora de outro. Sentem vergonha do que viveram. Outras voltam a repetir o erro e se envolvem com outro presidiário. Umas continuam a amar o bandido mesmo sendo casadas, com filhos e netos. E acontece com todo tipo de mulher: pobre, analfabeta, universitária, rica, pós-graduadas.

Quem quiser adquirir o livro deve enviar um email para o autor, no endereço  gil40@uol.com.br.