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publicado em 06/12/2010 às 17h21:

"Sou um legionário, sem problemas",
diz Dado Villa-Lobos, da Legião Urbana

Marcelo e Dado estão divulgando o lançamento especial dos CDs da banda

Luiz Pimentel, do R7

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Este ano, a gravadora EMI fez uma reedição de luxo dos oito álbuns de estúdio da banda Legião Urbana em CD e discos de vinil.

O pacote surpreendeu os fãs, trazendo o som dos discos remasterizado em uma caixa, encartes de luxo e tudo mais que a Legião merece.

Aproveitando o assunto, o R7 conversou com os ex-integrantes da banda, Dado Villa-Lobos (guitarrista) e Marcelo Bonfá (baterista).

Veja o que eles pensam sobre o passado do grupo e os recentes lançamentos.

R7 - O Legião Urbana é responsável pela maior história de devoção do rock brasileiro. Isso implica em um furacão em volta da banda. Como era a visão de vocês no olho desse furacão?

Dado Villa-Lobos (guitarrista) - O furacão foi se formando ao longo do tempo e, quando se formou, eu estava bem abrigado e protegido, só vendo onde ia parar, sempre com os pés no chão e com a certeza de que um dia iria passar.

Marcelo Bonfá - Éramos muito jovens, por voltados 20 aninhos, e o Renato (Russo, vocalista) sempre foi mais criança que nós dois juntos (ele e Dado). Renato estava sempre brincando com fogo e nós ajudávamos a controlar as chamas. Às vezes botando mais fogo ainda.

R7 - Desde o final da banda, as pessoas mudaram maneira de se relacionarem com a música. Relançar a obra em CD e vinil tem objetivo maior de fazê-la chegar às novas gerações ou perpetuá-la como documento?

Dado - Acho que a segunda opção, já que dificilmente a nova geração entra numa loja para comprar discos. É um forte documento histórico de um Brasil em transformação.

Marcelo - Ambas estão corretas.

R7 - Ouvindo os discos hoje, notamos que muita coisa soa obviamente datada - timbres, sonoridade da época (anos 80). Vocês têm vontade ou curiosidade de mudar algo para saber como seria a Legião soando mais contemporânea?

Dado - Não, não cabe. É um registro definitivo, imutável, histórico e hoje datado. Não costumo ouvir, mas se por acaso toca no rádio eu boto no volume máximo!

Marcelo - Tudo sempre soa datado, não só a Legião. Até porque tudo mudou e tem mudado muito rapidamente nestes últimos 40 anos. E, basta você fazer parte de um contexto histórico, que isso está definido. Nós não apenas representamos um período como também tentamos torná-lo melhor com a nossa música. E o resultado está aí, no passado, presente e futuro.

R7 - Quais são suas histórias favoritas do grupo?

Dado - Existe algumas, mas uma das mais engraçadas foi sobre a gravação de um programa infantil quando o cometa Halley passou por aqui (março de 1986). Na época, nos pegaram de surpresa e nos vestiram com figurino de guerreiros vikings. Foi sensacional, Renato com capacete, capa e óculos cantando “o senhor da guerra....” (A Canção do Senhor da Guerra).

Marcelo - Geralmente estão relacionadas com um passado muuuito distante, no início de nossa amizade e trabalhos em Brasília. Imagino que algum dia irei contar tudo isso junto com o Dado.

R7 - Grupos grandes como Titãs e Paralamas do Sucesso fizeram registros recentes em documentários. Você já pensaram em lançar uma biografia ou cine-biografia da Legião Urbana?

Dado - Foi pensado um documentário que acabou não indo adiante. É Tudo muito complicado... mas existem projetos de filmes de ficção (sobre a banda) em andamento.

Marcelo - Existe alguns projetos acontecendo, por exemplo, o filme Somos tão Jovens, com um roteiro maravilhoso e que conta a vida do Renato desde criança até o nosso primeiro show no Circo Voador (no Rio de Janeiro, em 1983). E, existe sim, muito material que documenta a história da Legião.

R7 - É difícil seguir a própria trilha depois de ter sido integrante da Legião Urbana?

Dado - Não há o que ser feito, sou um legionário, orgulhoso, sem problemas. Muito pelo contrário, continuo acreditando na música livre, força, intuição, inspiração e transformação.

Marcelo - Formar a Legião com Dado e Renato foi um grande privilégio. Eu não conheço outra vida, mas nunca fiz nada que não quisesse fazer e que não tivesse me dedicado muito. Hoje, colho os frutos da minha integridade pessoal e profissional, mesmo de quando eu ainda era muito jovem para pensar nessas coisas.

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