Ethel Cain entre a vulnerabilidade e a resistência
Em entrevista à Cosmopolitan, cantora reflete sobre identidade, política e o papel da internet.
TMJ Brazil|Do R7

Nesta quarta-feira (01), a cantora Ethel Cain foi anunciada como o mais novo rosto da revista Cosmopolitan. A artista protagonizou um ensaio fotográfico inédito e também concedeu uma entrevista exclusiva ao veículo, na qual Ethel compartilhou reflexões sobre sua relação com a internet e sobre a experiência de ser uma mulher trans em um período marcado por fortes represálias e ataques à comunidade nos Estados Unidos.
Ao ser questionada sobre sua vivência pessoal e sobre como o atual cenário político afeta sua rotina e sua segurança, Ethel Cain explicou que a exposição pública de sua identidade como mulher trans e de seus posicionamentos sociopolíticos a coloca em uma posição vulnerável. Ela destacou que, embora nunca tenha enfrentado uma situação extrema em que sua vida estivesse de fato em risco, a simples possibilidade já a deixa em constante estado de alerta.
“Eu estou constantemente preocupada, especialmente neste clima político. Só de falar abertamente sobre minha identidade na comunidade trans e outras questões sociopolíticas já é assustador. Nunca estive em uma situação física na qual temi genuinamente pela minha vida, o que é algo pelo qual sou muito grata. Mas já passei por coisas, minha família já passou por coisas que foram assustadoras e me fizeram pensar: ‘Até onde as pessoas que não gostam de mim estariam dispostas a levar isso?’”
Outro ponto abordado na conversa foi sua relação com a internet. A cantora afirmou que enxerga o ambiente digital como um espaço nocivo, marcado pela amplificação dos piores aspectos do comportamento humano. Para Ethel Cain, a rede se transformou em uma plataforma que não apenas conecta pessoas, mas também intensifica conflitos e ódios de maneira sem precedentes.
“Eu sou anti-internet. Acho que a internet é um terreno fértil para todas as piores partes da natureza humana. Acredito que a internet será a morte da sociedade e dos seres humanos como espécie. Você pode me citar sobre isso quando todos estivermos mortos.”
Além das reflexões sobre política, identidade e tecnologia, Ethel Cain também tem se destacado pela produção musical. Ainda em 2025, a artista lançou seu mais recente álbum de estúdio, intitulado Willoughby Tucker, I’ll Always Love You. O trabalho chegou ao público poucos meses após o lançamento do EP Perverts, divulgado em 8 de janeiro deste ano. Composto por 10 faixas que, juntas, somam 1 hora e 13 minutos de duração, o disco consolidou a força criativa da cantora, conquistando a admiração dos fãs e recebendo elogios consistentes da crítica especializada.














