Vagalume Salem Ilese, de "Mad At Disney", conta como é começar a fazer sucesso em plena pandemia

Salem Ilese, de "Mad At Disney", conta como é começar a fazer sucesso em plena pandemia

Cantora também falou de "(l)only child", seu mais novo single, e os planos de carreira em um bate papo descontraído

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Assim como outra jovem cantora de sucesso recente, Olivia Rodrigo, Salem Ilese é mais uma artista que, no futuro, poderá ser lembrada como uma pessoa que começou a fazer sucesso em plena pandemia. Falando com o Vagalume, de uma sala repleta de instrumentos musicais, a artista, que se tornou conhecida com a bem-humorada "Mad At Disney", fala sobre a situação nada comum.

"Eu não esperava que a música fosse fazer sucesso, até porque ninguém consegue prever isso, mas claro que me surpreendi e sou muito grata", conta. "Por outro lado, eu ainda penso que tudo não passa de uma pegadinha que me pregaram, já que tudo isso aconteceu durante a pandemia, quando estamos em quarentena. Então, até agora, eu não tive a chance de experimentar, de fato, esse sucesso, aquela coisa de conhecer os fãs e ver pessoalmente as reações. Tudo aconteceu online."

Em sua canção mais famosa, que já foi ouvida mais de 170 milhões de vezes no Spotify e se tornou um sucesso no TikTok, Ilese se diz enganada pela Disney, que, com seus desenhos repletos de princesas vivendo em um mundo de felicidade plena, a fizeram acreditar que a vida seria assim.

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Além de Berklee, Ilsey também teve muito apoio em casa, graças ao estímulo, e inegável bom gosto, de seus pais. Assim, ela cresceu ouvindo David Bowie, Beatles, The Clash e outros grandes nomes clássicos, que mesmo não estando diretamente presentes em sua música deixaram uma marca. "No começo eu não gostava muito, até porque é normal que, quando criança, você deteste tudo que seus pais escutem. Mas, hoje, eu sou muito grata por ter sido apresentada a todos esses nomes.

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Eu então conto para ela que, em 1990, meu pai me levou para ver um dos shows que David Bowie fez no Brasil naquele ano ("que inveja", ela se diverte).

Pergunto se ela também ia com seu pai em concertos e a reposta é positiva. "Ele me levava a festivais", se lembra a jovem de apenas 21 anos. "Teve esse em que a principal atração era o The Killers, que hoje é uma das minhas favoritas de todos os tempos, e o DJ TSL. E eu e meu amigo queríamos ver o DJ e o meu pai falando 'vamos ver o Killers', que eu nem conhecia na época. Ele arrastou a gente e vimos duas músicas, e uma foi "Mr. Brightside" e a gente enlouqueceu, uma das melhores músicas já escritas... Agora eu sempre me repreendo por não ter visto aquele show na íntegra" (risos).
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Para encerrar, falamos que depois de termos ouvido todas as suas músicas ("você fez a lição de casa, obrigado", brincou) achamos que a balada "Awake" se destacou, e se podemos esperar outras canções nessa linha. "Essa foi a primeira música que lancei, ela foi escrita depois do tiroteio em Parkland - o massacre na Stoneman Douglas High School, que terminou com 17 mortos, em fevereiro de 2018 - que me deixou arrasada. Mas, dessa tragédia nasceu a March for Our Lives, uma das minhas ONGs favoritas, que luta pelo controle de armas. Foram esses fatos que inspiraram a canção".

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Para o futuro ela pensa em incorporar mais músicas como essa, que lidam com temas relevantes, na sua obra, mesmo que, por ora, ela esteja mais focada em lançar faixas de pegada mais pop que combinam com a sua personalidade.

Fonte: Vagalume

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