Pop Cineasta libanesa estreia filme "milagroso" em Veneza

Cineasta libanesa estreia filme "milagroso" em Veneza

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Reuters - Entretenimento

Por Hanna Rantala

VENEZA (Reuters) - A cineasta libanesa Mounia Akl diz que seu longa de estreia, "Costa Brava, Lebanon", se tornou um ato de resistência e um meio de sobreviver depois de uma explosão mortal em Beirute apenas um dia após ela reunir sua equipe na capital do país para a pré-produção.

Já enfrentando restrições rígidas por conta da Covid e uma grave crise financeira, Akl tomou a escolha de seguir adiante com a produção mesmo no rescaldo da explosão, que matou mais de 200 pessoas e devastou grandes partes da capital.

"O Líbano está passando por um momento muito difícil e este filme é uma carta de amor a Beirute", disse Akl, de 32 anos, à Reuters, no Festival de Cinema de Veneza, onde o filme fez sua estreia mundial no domingo.

"É sobre o luto de um lugar que não é mais o que era e o questionamento sobre se você desiste ou continua lutando por um lugar que não parece mais ser seguro", acrescentou.

Ambientado em uma crise ambiental e econômica, o filme conta a história da família Badri, que se mudou para as montanhas para fugir do ar tóxico e dos problemas de Beirute.

Isolados em seu refúgio seguro, os pais precisam lidar com um senso de culpa em relação ao abandono de suas raízes ativistas em nome de um futuro melhor para suas duas filhas.

Então, um aterro sanitário é repentinamente construído em frente à propriedade da família, e enquanto o lixo começa a se acumular, também crescem as tensões entre a família.

A cineasta premiada Nadine Labaki e o ator palestino Saleh Bakri estrelam no papel dos pais. Enquanto ela se sente nostálgica por sua vida antiga, ele está amargo e furioso.

"Eu, pessoalmente, estou vivendo um pouco como a família Badri, vivemos nas montanhas, longe de Beirute", disse Labaki à Reuters. "Eu vivo nessa mesma luta, nessa mesma contradição; será que eu deveria me isolar e proteger nossa família e nossos filhos dessa maneira, ou será que deveríamos voltar e resistir de certa maneira, e fazer parte da mudança, e parte da resistência?"

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