Premiação BET Awards celebra vidas negras e ressalta desafios

Durante evento, Beyoncé recebeu um prêmio humanitário da ex-primeira-dama dos EUA Michelle Obama por suas iniciativas de caridade

Kirk Franklin se apresenta com Kelly Price durante BET Awards

Kirk Franklin se apresenta com Kelly Price durante BET Awards

REUTERS/Mike Blake - 23/06/2019

O poder do negro, o sofrimento e a luta por justiça ocuparam o centro do palco no BET Awards de domingo (28), o primeiro evento voltado a artistas negros nos Estados Unidos desde a eclosão de protestos em massa em todo o país neste mês contra o racismo sistêmico.

O evento, que celebra a excelência negra em música, cinema, esportes e filantropia, foi repleto de discursos, canções, imagens de protestos e nomes de dezenas de homens e mulheres negros que morreram nas mãos da polícia nos últimos anos.

Beyoncé, que recebeu um prêmio humanitário da ex-primeira-dama dos EUA Michelle Obama por suas iniciativas de caridade, pediu que a comunidade negra use o voto nas próximas eleições norte-americanas para desmantelar "sistemas racistas e desiguais".

"Temos que votar como se nossa vida dependesse disso, porque depende", disse a cantora.

A premiação, transmitida ao vivo pela primeira vez em seus 20 anos de história no canal CBS, contou com comerciais de marcas como Coca-Cola, Ford, Nissan, P&G, L'Oreal e Facebook que comemoraram as conquistas dos negros e destacaram os desafios que enfrentam.

O programa foi uma mistura de apresentações pré-gravadas e aparições virtuais devido à pandemia de coronavírus, que interrompeu a produção de programas de televisão em meados de março.

A ginasta Simone Biles e o astro do basquete LeBron James foram eleitos esportistas ano. O músico nigeriano Burna Boy foi nomeado melhor artista internacional.

Por Jill Serjeant