Vida imita arte em grupo russo que recria obras com itens do cotidiano

O projeto feito por amigos, Izoizolyacia, foi lançado após a Rússia adotar medidas para tentar impedir a propagação do novo coronavírus

Grupo recria tela "Caçadores descansando", de Vasily Perov

Grupo recria tela "Caçadores descansando", de Vasily Perov

Natalia Eriksen Harvey/Handout via REUTERS - 28/05/2020

Um grupo do Facebook em língua russa que começou como uma tentativa lúdica de amigos de passar pelo período de isolamento recriando obras de arte usando itens do cotidiano tornou-se um sucesso global inesperado.

O projeto Izoizolyacia foi lançado no final de março, logo após o presidente Vladimir Putin ordenar à Rússia que adotasse medidas para tentar impedir a propagação do novo coronavírus.

Em um dia, ele reuniu 2.500 membros. Agora, tem mais de 600.000, com pessoas de todo o mundo enviando suas versões de obras-primas famosas usando de tudo, desde vegetais até roupas velhas.

"É um filho da situação de quarentena de hoje, porque nada disso teria acontecido sem ela", disse a co-fundadora Katerina Brudnaya-Chelyadinova, que nunca pensou que a ideia se tornaria tão popular.

"É um conteúdo interessante, fácil de produzir, cheio de humor e ajuda a distrair ao olhar essas obras", afirmou ela.

Algumas das criações do grupo incluem versões de autorretratos de Henri Matisse e Vincent Van Gogh, "O Grito", de Edvard Munch, feita com chinelos e roupas, e a pintura "Square Square", de Kazimir Malevich.

Os co-fundadores do grupo dizem que moderar o projeto se tornou uma ocupação em tempo integral, pois centenas de novas obras de arte chegam diariamente de todo o mundo.

Por Anastasia Adasheva