Helder Maldonado Lucinha Lins volta a mostrar talento na música no 'Canta Comigo'

Lucinha Lins volta a mostrar talento na música no 'Canta Comigo'

Revelada nos anos 70 ao participar de discos do então marido Ivan Lins, atriz também participou de musicais, festivais e gravou discos solo

Lucinha Lins volta a mostrar talento como cantora no Canta Comigo

Lucinha Lins volta a mostrar talento na música na TV

Lucinha Lins volta a mostrar talento na música na TV

Edu Moraes/RecordTV

A participação de Lucinha Lins na edição especial do Canta Comigo, que reuniu o elenco da RecordTV e comemorou os 65 anos da emissora, resgatou o talento musical da artista.

Antes de brilhar na TV e nos teatros, Lucinha teve uma festejada carreira como cantora, cujo auge aconteceu entre as décadas de 70 e 80.

E na noite de segunda-feira (17), ela interpretou um sucesso dessa época: Folhetim, de Gal Costa. Com a apresentação, ela emocionou um júri formado por 100 notáveis como Xuxa, Sabrina Sato, Rodrigo Faro, Reinaldo Gottino, Marcos Mion, Luiz Bacci, Geraldo Luis, Fabio Porchat, Cesar Filho, Ticiane Pinheiro e Sonia Abrão.

O desempenho foi tão aplaudido, que a artista foi à final disputou o prêmio principal com Naiandra Amorim e Tiago Mendes, que sagrou-se campeão e levou R$ 65 mil para casa.

Mas apesar de não ter vencido, ela é dona de uma história rica na MPB. Lucinha debutou no segmento ao participar de músicas do então marido, o pianista e compositor Ivan Lins. Com ele, assumiu o microfone em faixas como Desalento, Amor, Esse Pássaro Chamado Tempo, Eu Preciso de Silêncio e Por Cima dos Ossos.

Mas a voz de Lucinha agradou não somente o marido e ela se tornou uma colaboradora requisitada nos anos 70. Versátil, gravou com Beth Carvalho, Emilio Santiago, Elis Regina, Jorge Ben Jor, Sivuca, Wando e até com o americano George Duke.

Para quem foi criança entre o fim dessa década e a metade da seguinte, Lucinha esteve presente como intérprete de músicas das trilhas de O Sítio do Pica Pau Amarelo (onde fez uma ponta como atriz no papel de Rapunzel), Os Saltimbancos Trapalhões, além de fazer dueto com o grupo Trem da Alegria.

Mas a cantora também alçou voo solo e lançou discos próprios. Econômica, Lucinha só registrou três álbuns e um single em mais de 40 anos de trajetória.

Sempre, Sempre Mais saiu em 1982 e foi o maior sucesso solo dela. Três anos depois, soltou o LP Simbad de Bagdad ao lado do segundo marido, o músico Claudio Trovar. Ela só voltaria a gravar novamente em 2002, quando produziu, também ao lado de Trovar, o projeto Canção Brasileira, songbook dedicado inteiramente a Sueli Costa.

Como não poderia deixar de ser para um cantor daquele período, ela esteve presente nos festivais da época e até foi campeã do Festival MPB Shell, de 1981, com a música Purpurina. O resultado dividiu opinião do público, que também gostou muito da segunda colocada, o futuro hit Planeta Água, de Guilherme Arantes.

Longe dos palcos e da TV, Lucinha priorizou a música quando o assunto era teatro. Ela encabeçou diversas montagens musicais, como A Ópera do Malandro, O Corsário do Rei, Splish Splash, O Fantópera da Asma e Rock In Rio - O Musical.

O teatro é o local em que é possível ouvir eventualmente a voz de Lucinha ao vivo, já que, em disco, ela não fez nada de novo desde 2010, quando gravou uma participação no disco Voz e Piano, de Virigina Rosa e Feraldo Flach.