A crise das democracias contemporâneas

Nas várias páginas em que trata sobre o Brasil, Thomas Piketty discorre sobre questões cruciais no debate atual

"Capital e Ideologia" está destinado a ocupar um lugar de destaque nas discussões políticas

"Capital e Ideologia" está destinado a ocupar um lugar de destaque nas discussões políticas

Divulgação

Em O capital no século XXI, Thomas Piketty inflamou o debate em todo o mundo sobre a distribuição de renda e a desigualdade, o que alçou a obra ao status de importante referência da área de economia e uma das mais influentes da atualidade. A partir de discussões fomentadas em palestras, congressos e artigos, Piketty percebeu que uma questão lançada em seu best-seller precisava ser aprofundada: a forma como a ideologia agiu para justificar e perpetrar a desigualdade em todas as sociedades ao longo dos últimos séculos.

Partindo de uma monumental pesquisa de dados coletados no Ocidente e também em nações pouco analisadas como a Tunísia, a Rússia, o Líbano e a China — e discutindo longamente o caso do Brasil —, o autor faz em Capital e ideologia um apanhado que remonta às sociedades pré-Revolução Francesa e chega aos dias de hoje, para mostrar como a economia não é produto da natureza: como construção histórica, é passível de ser mudada e até revolucionada.

Tido como uma continuação de O capital no século XXI, mesmo podendo ser lido como obra independente, "Capital e Ideologia" está destinado a ocupar um lugar de destaque nas discussões políticas, econômicas e sociais do Brasil e do mundo graças à crítica contundente que faz das políticas atuais e por sua proposta arrojada de um novo sistema econômico, mais justo.

"Capital e Ideologia"
Tradução de Dorothée de Bruchard e Maria de Fática Oliva Do Couto
1.056 páginas
R$ 99,90 (impresso)
R$ 69,90 (e-book)
Intrínseca