Coronavírus

Melhor Não Ler Nova variante do coronavírus sabe contar e rezar o Pai Nosso

Nova variante do coronavírus sabe contar e rezar o Pai Nosso

Detectada em Pernambuco, a variante “Arretada” é a manifestação mais intrigante para a comunidade científica

Variante tem preferência por locais de culto

Variante tem preferência por locais de culto

Alexandra Koch/Pixabay

A comunidade científica mundial foi pega de surpresa diante da notícia da existência de mais uma variante do coronavírus, desta vez, no estado de Pernambuco. Isso porque, diferentemente de todas as variantes descobertas até então, a pernambucana – batizada de “Arretada” – não foi detectada por cientistas, médicos ou estudiosos, mas sim, por políticos locais. Além disso, Arretada tem algumas particularidades altamente intrigantes: ataca apenas em locais pré-definidos, tem a capacidade de contar até 301 e sabe rezar o Pai Nosso.

“Ficamos perplexos e ainda não entendemos muito bem como a variante desenvolveu o que chamamos de ‘inteligência virulenta’. Estamos correndo contra o tempo para descobrir como Arretada chegou a esse nível de sofisticação”, afirma o Dr. Lobo Maurício, responsável pela condução dos primeiros estudos. “Até o momento, sabemos que Arretada foi detectada apenas em igrejas, pois surpreendentemente não a encontramos em nenhum outro lugar. Testamos shoppings, supermercados e outros locais com circulação de pessoas, mas não encontramos nada. Até ônibus lotados foram testados, porém, nem sinal de Arretada”, explica o médico.

Segundo os primeiros resultados dos estudos feitos “in loco”, onde a atividade da variante foi observada por meio de microscópios de última geração, foi possível verificar como é o seu “modus operandi”, mas ainda não se chegou à conclusão do porquê. “Instalamos equipamentos de ponta em templos religiosos e pudemos observar que a nova variante permanece nas portas contando cada pessoa que ingressa no local. Observamos claramente a contagem desde o primeiro fiel: 1, 2, 3, 4... sem pular nenhum. A descoberta dessa nova forma de inteligência é uma experiência incrível para qualquer cientista, que privilégio!”, declara o Dr. Lobo Maurício.

De acordo com os laudos preliminares, nos templos onde ingressavam até 300 pessoas, por alguma razão, o vírus permanecia nas portas pacificamente, apenas mantendo sua contagem com muita precisão. Porém, dados coletados em outras igrejas apontam que “foi observado um fenômeno ao adentrar o 301˚ fiel: Arretada parava imediatamente de contar, esfregava as duas patinhas dianteiras, emitia um som que se assemelha a uma risada sombria e começava a atacar os congregantes”. Ainda de acordo com o relatório científico, o que mais tem intrigado os estudiosos é que, depois das investidas do vírus contra quem não #FicouEmCasa ou em qualquer outro lugar, Arretada une as patinhas dianteiras na altura de seu pequeno peito pestilento e reza o Pai Nosso.

Diante dos estudos conduzidos pelo Dr. Lobo Maurício, o governador de Pernambuco, Pedro Uncetyum, decretou que nenhuma igreja poderá reunir mais de 300 pessoas em seus cultos, por maiores que sejam os templos. “Temos de parar esse vírus arretado, antes que se espalhe. Ele não respeita distanciamento, nem máscara. Vamos ouvir a ciência!”, declarou o político que, em sua cruzada pela vida, adianta seus próximos passos: “Já estamos indo a Brasília exigir mais 40 milhões de reais do Governo Federal para salvar o povo pernambucano, pois os primeiros 40 milhões que recebemos em 2020 ninguém sabe onde foram parar.”

Uncetyum, que é economista, também expressou sua preocupação com a capacidade de contar da variante Arretada. “Não podemos deixar esse vírus entrar nas contas do estado. Por isso, decreto que todas as despesas com contratações emergenciais no combate à Covid-19 sejam mantidas no mais absoluto sigilo, sem prestação de contas à União, à imprensa ou à população. E isso inclui obviamente o Portal da Transparência. Todos os nossos gastos permanecerão em ‘segredo científico’ até que haja uma nova vacina contra essa variante Arretada”, informou o governador e concluiu: “Vamos salvar vidas. As contas públicas a gente vê depois!”

Esta crônica é uma ficção. Será...?

Últimas