Iron Maiden faz em SP, novamente, o show da vida de seus fãs

Banda se apresentou neste domingo (6), em São Paulo, dois dias após sua apresentação no Rock in Rio

Bruce Dickinson no começo do show, com um avião gigante no palco

Bruce Dickinson no começo do show, com um avião gigante no palco

Divulgação

Quando você vai a uma apresentação do Iron Maiden acaba vendo, pelo menos, uns três shows. Tem o show da banda toda, um do vocalista Bruce Dickinson e ainda uma espécie de teatro a céu aberto. E tudo isso junto se transforma no maior show que um fã da banda já viu. O Iron sempre se supera.

Dois dias depois de ter feito um dos melhores shows do Rock in Rio, os veteranos da banda que já está por aí há mais de 40 anos, botaram fogo no palco com seu repertório cheio de referências a guerras, batalhas, magia, espadas, capas e criaturas sobrenaturais.

O show foi basicamente o mesmo do Rock in Rio, mas dessa vez o Iron tocava para uma plateia que estava lá exclusivamente para ver a banda. E isso faz toda a diferença. Porque um fã do grupo não é um fã qualquer, mas sim um torcedor. O Iron é quase uma religião dentro do rock e seus seguidores são seres fervorosos. Daí que todo mundo canta todas as músicas, das mais conhecidas até os lados B, de cor. Tem muita banda por aí que toca canções mais desconhecidas e o público aproveita para comprar cerveja e ir ao banheiro. Com o Maiden ninguém arreda o pé.

Até porque sair para fazer qualquer coisa é perder evoluções sensacionais no palco. A banda tem sua teatralidade arraigada que enche um pouco a paciência de quem gosta de um rock mais básico e direto, mas isso não afetou nem um pouco as cerca de 70 mil pessoas que lotaram o Morumbi na noite desse domingo (7) para vê-los. Um lance curioso é que todos os cenários e elementos que surgem no palco são totalmente analógicos, por assim dizer. O Iron poderia ter aderido a vídeos, telões gigantescos, imagens em 4k e o escambau. É o que praticamente todas as grandes bandas fazem hoje, mas o Maiden vai por outro caminho. Os cenários do show vão mudando música a música, com painéis pintados no fundo que vão se sucedendo. E vão aparecendo adereços como um avião enorme, espada, capa, máscara, fogo, um lança-chamas portátil, uma forca, bandeiras e por aí afora.

Que tal um lança-chamas no palco?

Que tal um lança-chamas no palco?

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E tudo isso é comandado pela performance incansável de Bruce Dickinson. Com 61 anos e após vencer um câncer na garganta, o sujeito tem fôlego para percorrer o palco todo, fazer performances, além de continuar cantando muito bem, diferente de seus colegas de Rock in Rio como Bon Jovi e David Coverdale, que já perderam suas vozes há tempos.

Como o Iron Maiden sempre sobe ao palco em São Paulo com o jogo ganho — eles gostam muito de tocar aqui — não foi difícil fazer a alegria dos fãs. A banda tocou todos os clássicos obrigatórios e mais outras que não são hits radiofônicos, mas que são adoradas pelos seguidores.

Iron é isso, uma banda que nao mede esforços para agradar seus fãs e que sempre entrega tudo o que tem em cima do palco, não importa há quantos anos estejam fazendo isso. Bruce prometeu voltar sempre enquanto as pessoas estiverem lá para vê-los. Falou que farão isso até morrer.

E vão sempre fazer você sentir como se aquele fosse o show da sua vida. Nao tem mais muita gente que pode fazer isso hoje em dia no rock.