'Câmera Record' revela rotas mais usadas para tráfico de cocaína

Na reportagem As Estradas do Pó, jornalístico vai mostrar, do Nordeste ao interior de São Paulo, quais os caminhos e para onde a droga é levada

Marcos Hummel comanda o 'Câmera Record'

Marcos Hummel comanda o 'Câmera Record'

Reprodução/Record TV

Neste domingo (1º), o Câmera Record apresenta quais são as rodovias mais utilizadas pelo crime organizado para traficar cocaína.

Na reportagem As Estradas do Pó, os repórteres vão do Nordeste ao interior de São Paulo para encontrar os caminhos por onde a droga é levada.

Segundo a Confederação Nacional dos Transportes, o país tem mais de 1 milhão de quilômetros de rodovias, por onde passam ônibus, caminhões, carros e motos.  Um movimento que se intensifica principalmente nos feriados, como o do Carnaval. Enquanto milhões de carros estão em trânsito, organizações criminosas usam esses mesmos caminhos para o tráfico de cocaína.

O programa aborda três destas rotas, a das fronteiras; a do Nordeste; e a capira, do interior de São Paulo.

A rota das fronteiras

Mato Grosso do Sul é o estado campeão em apreensão de cocaína. Somente em 2019, 7 toneladas da droga foram apreendidas, quase o dobro do que foi confiscado em 2018. A maior parte foi interceptada pela polícia na BR 463, conhecida como a porta de entrada do pó no país. "A cocaína sai da Bolívia, passa pelo Paraguai e chega em São Paulo", explica Nívio Nascimento, coordenador do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes.

Os repórteres ficaram frente a frente com três mulas do tráfico. Uma delas trabalhou como 'batedor', alguém com a função de avisar os traficantes sobre qualquer operação policial. "Iam dois, três na frente, um atrás, e vão cuidando da carga para não ser parado pela polícia", revela.

A rota do Nordeste

A região Nordeste está entre os maiores mercados consumidores de cocaína do país. Além de abastecer o comércio regional, o crime organizado envia parte da droga para o exterior. "A Bahia é importante para o abastecimento da região. Tem portos importantes que não só servem para exportação da cocaína, mas para entrada também. Porque boa parte da droga que vem do Peru, normalmente, vem via rio Solimões. Então, vem de barco até um porto nordestino e descarrega ali", afirma Guaracy Minguardi, mestre em Ciências Políticas pela Unicamp e doutor pela USP.

A rota caipira

Para levar a droga até grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, os criminosos atravessam o interior paulista. A cocaína que passa por essas estradas também pode ir para o exterior. A equipe mostra os bastidores da prisão de traficantes que transportavam 190 quilos de cocaína e teriam como destino o porto de Santos.

O Câmera Record, apresentado por Marcos Hummel, vai ao ar domingo, às 23h15.