Melhor Não Ler Passaporte fast-food começa a valer depois do carnaval

Passaporte fast-food começa a valer depois do carnaval

Seguindo os critérios do passaporte sanitário, quem quiser comer em um fast-food deverá comprovar plena saúde  

Baseados na ciência e em diversos estudos médicos que acompanharam milhares de pacientes ao longo de décadas, políticos brasileiros decidiram implementar o passaporte fast-food em todo o país. Mas só depois do carnaval, que é quando o ano começa de verdade.

Diante da comprovação de que o fast-food causa um aumento significativo da probabilidade de desenvolver doenças do coração – inclusive infarto do miocárdio –, diabetes e até mesmo Mal de Alzheimer, fica terminantemente proibida a presença de pessoas do grupo de risco em estabelecimentos que vendam esse tipo de alimento tão nocivo à saúde pública.

Comprovação médica para comer hambúrgueres e batatas fritas

Comprovação médica para comer hambúrgueres e batatas fritas

Foodie Factor/Pexels

Só poderão consumir hambúrgueres, batatas fritas e todo tipo de alimento ultra processado, pessoas portadoras do passaporte fast-food comprovando que não têm histórico familiar de nenhuma dessas doenças e que estão em dia com os exames de colesterol, glicemia, eletrocardiograma e teste neuropsicológico de MMSE.

A medida está sendo vista com maus olhos mesmo pelos grupos a favor do passaporte sanitário, que comprova a vacinação contra o vírus “pestis xyneza”. A alegação é de que se trata de uma doença contagiosa que coloca em risco a saúde da população, enquanto doenças cardiovasculares não prejudicam o próximo.

Mas o governo foi taxativo: “A Fiocruz divulgou que em 2020 o número de mortes por ‘pestis xyneza’ foi de 230.452, enquanto o ‘cardiômetro’ da Associação Brasileira de Cardiologia já registra mais de 345 mil mortes por doenças cardíacas, somente de janeiro a novembro de 2021. Portanto, as doenças cardíacas lotam mais os hospitais e as UTIs, tirando de outros pacientes o direito de serem atendidos, tratados e, se necessário, internados. Essas doenças também trazem um enorme gasto público e, ao diminuirmos essas despesas, o dinheiro pode ser distribuído aos mais pobres, incluindo aqueles que ficaram em casa e agora não têm o que comer”.

O governo também divulgou que estuda a criação do passaporte-tabaco, que será dado apenas àqueles que não têm problemas pulmonares e o passaporte-álcool, para aqueles que não possuem histórico de alcoolismo na família.

Esta crônica é uma ficção, mas poderia não ser...

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