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Sony recusou oferta pela a marca FIFA e traição da EA nos anos 90

Por ocasião do 30º aniversário da franquia EA Sports FIFA e ao mesmo tempo do rompimento histórico entre a editora de jogos e a...

Outer Space|Do R7

Sony recusou oferta pela a marca FIFA e traição da EA nos anos 90
Sony recusou oferta pela a marca FIFA e traição da EA nos anos 90 Sony recusou oferta pela a marca FIFA e traição da EA nos anos 90

Por ocasião do 30º aniversário da franquia EA Sports FIFA e ao mesmo tempo do rompimento histórico entre a editora de jogos e a entidade de Zurique, o site Time Extension publicou um artigo retrospectivo no qual é revelado que a Sony teve a oportunidade de roubar os direitos de FIFA da Electronic Arts nos anos 90.

A revelação veio por Tom Stone, antigo vice-presidente de marketing da EA Europa, que não esqueceu de como a FIFA tentou trair a editora a favor da fabricante do PlayStation na época. Segundo Stone, a empresa International Sport and Leisure, então responsável pela gestão dos direitos da marca FIFA, contactou a direção da Sony Computer Entertainment Europe pelas costas da Electronic Arts para oferecer a transferência dos direitos globais da marca FIFA.

Embora pareça uma ideia absurda hoje, dado o sucesso e longevidade da parceria entre a EA e a FIFA, a traição da International Sport and Leisure fazia mais sentido em 1997, quando ainda havia muita competição no gênero de jogos de futebol e a própria Sony estava desenvolvendo jogos nessa categoria, com Adidas Power Soccer da Psygnosis France e depois com This Is Football do London Studio.

“Chris Deering [então presidente da Sony Computer Entertainment Europe] veio até mim e disse: ‘Nos ofereceram os direitos do FIFA Soccer’. Eu respondi: ‘Espero que você esteja brincando. Sério? A ISL veio oferecer a você direitos globais exclusivos para a FIFA? Depois de tudo que fizemos por eles?’ Eu estava com muita raiva”, comentou Stone.

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“Mas Chris me disse: ‘Não assinarei este acordo a menos que você não se entenda com a FIFA. Esta é a sua parceria. Você a criou’. Obviamente, Chris viu o panorama geral e levou em consideração o que o suporte da EA ao PlayStation significava globalmente. Dito isto, acho que teria levado a algumas discussões interessantes se a Sony tivesse assinado este contrato. Não acho que a EA teria reagido bem”, lembrou o ex-executivo da EA na Europa.

A ética demonstrada por Deering ao seu colega de EA faz sentido quando lembramos sobre como a Sony cresceu rapidamente no mercado de videogames a ponto de liderar já na primeira geração do PlayStation. A estratégia da empresa se baseou principalmente no sucesso de editores terceiros e não no seu próprio catálogo de propriedades intelectuais, que era praticamente inexistente na época. No final, a Electronic Arts e a FIFA percorreram um longo caminho de mãos dadas até que a parceria finalmente terminou com o lançamento do EA Sports FC 24 este ano.

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Mas o produtor de jogos FIFA nos anos 90 e início dos anos 2000, Marc Aubanel, conta que a Electronic Arts considerou muitas vezes romper com a FIFA para seguir sozinha.

“Sabíamos que éramos mais úteis para a FIFA do que o contrário, do ponto de vista da marca. Estávamos discutindo sobre abandonar o FIFA décadas antes de a EA finalmente fazê-lo. A única razão pela qual isso não aconteceu antes é porque o marketing estava petrificado com a possibilidade de perder o reconhecimento da marca. Havíamos investido muito nisso. Estávamos cansados ​​de pagar por isso, mas a cada renegociação com a FIFA, a EA simplesmente não queria correr o risco de ter que mudar de marca”, revelou Aubanel.

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Muitos anos depois, numa posição hegemónica no mercado, foi finalmente a Electronic Arts de Andrew Wilson que tomou a iniciativa de romper as negociações com a FIFA. A federação comendada por Gianni Infantino tornou-se mais gananciosa, ainda que ganhasse cerca de 150 milhões de dólares por ano com o simples licenciamento da marca. “Basicamente o que recebemos da FIFA fora dos anos de Copa do Mundo são as quatro letras na capa da caixa, em um mundo onde a maioria das pessoas nem vê mais a caixa porque compram o jogo em versão digital”, comentou Andrew Wilson quando o divórcio foi anunciado.

A aposta de Wilson já parece ter sido ganha. De acordo com um comunicado de imprensa publicado na sexta-feira, 6 de outubro, 11,3 milhões de jogadores foram autenticados em EA Sports FC 24 durante a semana de lançamento do jogo, incluindo assinantes do EA Play. Este é um novo recorde para a EA Sports, que conquistou 10,3 milhões de jogadores na semana de lançamento do FIFA 23, um ano antes.

Enquanto isso, a FIFA afirma que irá desenvolver seu próprio jogo de futebol e garante que este será o melhor para qualquer menina ou menino.

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