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Essa eh do Rock
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Chega aos consoles o caríssimo jogo de música ‘Rocksmith+’; versão gratuita é vergonhosa

Com uma assinatura anual de R$ 490, é possível se divertir e, até a aprender a tocar, nesta versão aprimorada de RockSmith

Essa eh do Rock|Antonio De PauloOpens in new window

Rocksmith+ será lançado para PCs em setembro; Confira o Teaser
Rocksmith+ será lançado para PCs em setembro; Confira o Teaser Chega aos consoles o jogo Rocksmith+ da Ubisfot

O Rocksmith+, jogo que promete ensinar a tocar baixo, guitarra e piano, chegou na loja da Playstation. Desde a manhã de quinta-feira (06), é possível baixá-lo gratuitamente e sentir um pouco (beeem pouco) do que o jogo oferece.

Pois bem. O novo jogo é a continuação do RockSmith 2014, que foi retirado no final do ano passado das lojas virtuais. Em comparação ao anterior, Rocksmith+ traz uma nova experiência de jogabilidade, permitindo a tocar plugando o instrumento musical diretamente no videogame. Sim, a latência diminuiu consideravelmente. Tudo muito bom.

O destaque positivo está na regionalização. O jogo é dublado e com legendas em português. Fantástico. Vídeos polidos e narrativa simples, mas respeitosa. De músico para músico, respeitando seu conhecimento mesmo que você ainda seja um iniciante, e sem ofender quem já é profissa no som.

Os elogios terminam aí. RockSmith+ é caro. Muito caro. Custa quase 1/10 do preço do videogame. 90% da mensalidade do melhor plano da PSplus (pacote de assinatura da Playstation para poder jogar online, e te dá acesso a um catálogo de jogos). E a cobrança é anual. O jogo nem é seu, você é só o “inquilino”. Você também pode optar pela mensalidade. Aí a cobrança sobe para R$ 70.

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Tudo bem que o RockSmith+ pode ser baixado gratuitamente. Mas o que é oferecido sem o pagamento da mensalidade é uma ofensa ao jogador. São quatro músicas disponíveis (tá afim de tocar Happy Birthday?). As lições, as que prometem te ensinar a tocar guitarra, no acesso gratuito resumem-se a duas linhas de baixo crescentes. Não dá para o aquecimento. Te ensina que de graça, no jogo, não tem nada.

Sobre a conectividade, apesar do jogo oferecer o uso do celular para o reconhecimento do instrumento, em matéria publicada no site oficial, o desenvolvedor Shane Gann “recomenda fortemente o uso do nosso cabo Rocksmith RealTone, que conecta uma extremidade à guitarra ou baixo do usuário e a outra extremidade diretamente à porta USB-A do seu PlayStation (ou PC)”.

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Caso não tenha o cabo, no site da Amazon ele custa (mais?) R$ 250.

Rocksmith é isso. Como diz o título da matéria, um caríssimo jogo de música da Ubisoft. Infelizmente a desenvolvedora de jogos conseguiu implantar todos os atuais métodos de monetização nesta sequência. Em troca de todas as suas economias, Rocksmith Plus te entrega um jogo perfeito de música. O tutorial faz brilhar os olhos de quem, um dia, se afeiçoou ao primeiro jogo.

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Dá para ver que o desenvolvedor Shane Gann, guitarrista do Hail The Sun, é apaixonado por jogos eletrônicos e música. É o jogo dos sonhos.

Eu queria muito jogar Rocksmith+. Vou continuar na antiga versão, e aguardando uma boa promoção da Ubisoft.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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