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Gloria Maria tinha um grande medo, e não era o de revelar a idade!

A mulher que viajou pelo mundo todo, cobriu guerras e conflitos e entrevistou astros mundiais tinha uma grande frustração

Keila Jimenez|Do R7 e Keila Jimenez

Gloria Maria
Gloria Maria Gloria Maria

Afinal, qual era o segredo do sucesso de Gloria Maria? Gloria era quase uma espectadora nas reportagens que fazia. Isso mesmo. Era assim que ela se conectava tão bem com o público.

Gloria agia, falava, ria, chorava, perguntava como se fosse um de nós ali. Ao gritar de medo em uma montanha-russa gigante, ao surtar ao se aventurar em uma travessia nas alturas, ao tietar Michael Jackson, Gloria buscava agir e se sentir como quem estava do outro lado da tela. Isso não só humanizava os assuntos que ela abordava, mas a fazia transbordar empatia, tornando a informação ainda acessível.

"O que quem está me assistindo faria estivesse aqui, no meu lugar? " Era justamente essa pergunta que Gloria se fazia antes de começar uma reportagem. Ela me contou isso. E com essa resposta na cabeça começava a matéria da vez, unindo informação e emoção, abordando questões importantes e polêmicas de forma acolhedora, humana. 

Ao cobrir cheia de medo uma guerra civil no Líbano, ao vacilar com inglês macarrônico na frente do astro Freddie Mercury, ao participar de um ritual diferentão na Jamaica, Gloria era um pouquinho de cada um de nós vivendo tudo aquilo.

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Ela não tinha vergonha de pagar mico, de perguntar o que não sabia, de mostrar curiosidade, medo, surpresa, de chorar de compaixão. Gloria por muitas vezes se despia da impáfia do "saber tudo" do jornalismo tradicional para mostrar com lupa as maiores vulnerabilidades dela. Não temia críticas, memes, haters. Aí morava a coragem dessa jornalista. 

"Você acredita que eu não sei nadar? Morro de medo de cair na água, tenho medo de mar, de piscina, pois vou me afogar. Eu nunca aprendi a nadar! É absurdo isso, uma frustração, mas é verdade!", revelou-me ela após um tombo em uma piscina durante uma festa. 

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Quem poderia imaginar que uma mulher que já se arriscou tanto mundo afora morria de medo de piscina?

Mas Gloria não tinha medo de sentir medo. Pelo contrário. Gostava de compartilhar com o telespectador os sentimentos que vivia em cada reportagem.

E era justamente esse olhar que a tornava mais próxima do público, mais humana, mais gente como gente. 

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