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Depois de Godzilla e King Kong, Hollywood tem que resgatar Ultraman e sua família gigante

Há quase 60 anos de histórias prontas de vários personagens que podem gerar uma saga incrível nos cinemas

Odair Braz Jr|Do R7 e Odair Braz Jr

Ultraman dispara seu famoso raio que parte os monstros ao meio
Ultraman dispara seu famoso raio que parte os monstros ao meio Ultraman dispara seu famoso raio que parte os monstros ao meio (Divulgação)

Não tem jeito, as pessoas gostam de ver criaturas gigantes na tela destruindo cidades, esmagando pessoas e provocando tsunamis. A prova disso é a estreia altamente bem-sucedida de Godzilla e Kong: O Novo Império, que arrecadou mais de US$ 80 milhões nos Estados Unidos.

Não estou aqui nem discutindo as virtudes deste longa com os dois monstrengos — mas sim, o nível de caos só aumenta conforme os minutos vão passando —, porque isso parece nem importar muito. Desde que os efeitos sejam bons e que Godzilla e Kong sejam bem-feitos, as salas vão lotar simplesmente porque é legal demais vê-los destruindo tudo o que está pela frente.

Sendo assim, será que já não é hora de Hollywood fazer um filme — ou vários — do Ultraman e sua famosa família?

Fiz esta modesta sugestão no X (ex-Twitter), e já veio gente com duas pedras na mão dizendo que Hollywood estraga os personagens japoneses e que Ultraman não precisa ser “resgatado”, já que há filmes saindo todos os anos no Japão.

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Bom, isso lá é uma verdade. Há muitas adaptações americanas de marcas japonesas que foram uma catástrofe. Lembra do longa de Dragon Ball com atores reais? Pois é. O próprio Godzilla se deu mal no filme de 1998.

Imagine esta cena com efeitos especiais de última geração
Imagine esta cena com efeitos especiais de última geração Imagine esta cena com efeitos especiais de última geração (Divulgação)

Por outro lado, Hollywood já acertou algumas vezes com personagens japoneses. É só ver os muitos elogios da crítica com o recente Godzilla Minus One, que inclusive ganhou o Oscar de Efeitos Especiais este ano.

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Assim, a impressão que este colunista tem é que uma adaptação americana de Ultraman é o próximo passo natural nesta onda de resgate de seres gigantescos. A história é ótima, há toda uma mitologia em torno de Ultraman, Ultraseven e sua família de guerreiros espaciais. Além disso, a tecnologia atual permite recriar o herói e seus monstros inimigos de maneira magistral. Sem dizer que há quase 60 anos de material pronto para ser vertido para o cinema. É possível criar sagas e mais sagas com os Ultra.

Fora isso tudo aí, Ultraman continua muito popular. Em 2021, por exemplo, a Marvel Comics lançou nos Estados Unidos a minissérie A Ascensão de Ultraman, com capa feita por Alex Ross. Foi lançada aqui no Brasil também, onde os guerreiros gigantes também têm uma boa base de fãs.

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Veja, a produtora Tsuburaya, dona da marca Ultraman, lança longas-metragens com uma certa frequência. O personagem e sua linhagem não estão esquecidos no limbo, esperando alguém que os redescubra, mas um filme hollywoodiano, feito com toda a pompa e circunstância que merece, poderia gerar uma nova febre mundial em torno destes heróis japoneses.

Não vejo por que não fazer.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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