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Show frio e desanimado do A-Ha, em São Paulo, só diverte quem gosta de karaokê

Trio norueguês tocou na íntegra seu disco de estreia e ainda mostrou música inédita para  seus fãs

Odair Braz Jr|Do R7

O vocalista Morten Harket no início do show na noite desta segunda-feira (18), em São Paulo
O vocalista Morten Harket no início do show na noite desta segunda-feira (18), em São Paulo O vocalista Morten Harket no início do show na noite desta segunda-feira (18), em São Paulo

Uma das coisas mais legais numa banda de rock é poder vê-la ao vivo tocando seus hits, né? É assim com quase todas, mas o A-Ha, que se apresentou na noite desta segunda-feira (18) em São Paulo, definitivamente não faz parte desta lista. O grupo norueguês, queridinho dos brasileiros desde os anos 80, não sabe fazer um show que valha a pena o esforço de sair de casa à noite para assisti-lo.

Quer dizer, vale a pena se você gosta de ver Karaokê em cima do palco, porque é isso que o A-Ha faz. O trio formado por Morten Harket (vocal), Magne Furuhomen (teclados) e Paul Waaktaar-Savoy (guitarra) toca suas músicas praticamente do mesmo jeito que se ouve nos discos, com quase nenhuma variação. E fazem isso de um jeito frio, meio automatizado e com carisma zero. Então, quem é fã consegue cantar junto, balançar as mãos de um lado para outro, mas não passa disso. Tanto é que a frieza do grupo se reflete nas pessoas, que também não mostram muita empolgação. E é isso: se você gosta de performance no palco, fique longe do trio.

Não é de hoje que o A-Ha se apresenta desse jeito. A banda é assim mesmo desde sempre e deve ter alguém que goste desse desânimo todo, até porque o Espaço Unimed estava lotado. Morten, que é teoricamente o frontman do grupo, continua cantando bem, com voz muito afinada mas fica parado durante praticamente toda a apresentação. No máximo dá uns passinhos de lado, caminha para o fundo e para por aí. Fora o visual de professor de cursinho pré-vestibular.

O trio junto com sua banda em sua primeira noite em SP
O trio junto com sua banda em sua primeira noite em SP O trio junto com sua banda em sua primeira noite em SP

Os outros dois membros também não primam pela animação e ficam quase o tempo todo cada um no seu canto do palco. O tecladista Magne, em alguns momentos, é quem se encarrega de tentar animar a plateia. Ele disse, por exemplo, que é muito bom “estar em São Paulo” e, na penúltima música, ensaiou uns pulinhos sem jeito, tentando fazer o público embarcar na movimentação. Não teve muita adesão.

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A falta de conexão com seus fãs também acontece com os três integrantes do A-Ha. Já se sabe há um bom tempo que eles não são os melhores amigos e que estão nessa porque a banda é seu ganha-pão. No palco, isso chega até a ser chato, porque os sujeitos nem se olham direito.

HITS DOS ANOS 80 E 90

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O público que lotou a casa de shows na zona oeste de São Paulo viu a banda tocar na íntegra o seu álbum de estreia — Hunting High and Low, de 1985 — e mais alguns hits de brinde. Abriram a apresentação com Sycamore Leaves. Depois vieram The Swing of Things e Crying in the Rain, primeiro hit da noite e que pertence ao quarto álbum, de 1990. Na sequência, a banda tocou uma canção nova, que estará no próximo disco que sai no fim do ano: Forest for the Trees. Nada muito empolgante ou diferente do que o A-Ha faz há décadas. É ok.

A quinta música foi o megahit Hunting High and Low, que um dia já teve o videoclipe mais caro da história. Todo mundo cantou junto o clássico e até Morten Harket mostrou algum tipo de emoção. Mas não muito, claro.

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Os fãs, obviamente, se divertiram mais quando o grupo tocou outros clássicos como The Sun Always Shines on T.V., Cry Wolf, I’ve Been Losing You e Living Daylights — que, em 1987, foi tema de Marcado Para a Morte, filme do 007.

O bis, sem empolgação e parado como todo o restante da apresentação, foi a indefectível Take On Me, que também teve um clipe revolucionário lá nos anos 80 e que marcou a MTV.

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Veja: o A-Ha toca suas músicas bem direitinho, Morten canta bem e há ainda uma boa banda de apoio junto deles com mais um tecladista, baixista e baterista. É uma apresentação competente, profissional, mas totalmente sem carisma ou conexão com o público. Tem gente que chama isso de estilo, mas não se pode negar que o trio deixa a impressão de que está ali em cima só pela grana. E isso é bem chato. Podiam, pelo menos, disfarçar melhor.

Nesta terça (19), os noruegueses fazem mais uma apresentação em São Paulo.

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