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A Mulher que Arrancava Declarações De Qualquer Entrevistado

Clarice Lispector entrevista Elis Regina. Elis, sincerona, se rendeu à outra sincerona. Deu no que deu.

Se eu fosse eu|

Começa assim:

“Pequenina, de traços delicados, cabelo cortado rente à cabeça, movimentos livres, gesticulando um pouco, com uma inteligência alerta e rápida, facilidade de expressão verbal – eis Elis Regina, pelo menos uma delas.

- Por que você canta, Elis? Só porque tem voz magnífica? Conheço pessoas de ótima voz que não cantam nem no banheiro.

- Sei lá, Clarice, acho que comecei a cantar por uma absoluta e total necessidade de afirmação. Eu me achava um lixo completo, sabia que tinha uma voz boa, como sei, e então essa foi a maneira para a qual fugi do meu complexo de inferioridade. Foi o modo de me fazer notar.

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Clarice misturava amizade, admiração e respeito. Eles desabrochavam ao lado dela. Um bate papo revelador. Fortes declarações sem meias palavras.

- Se você não cantasse, seria uma pessoa triste?

- Seria uma pessoa profundamente frustrada, e que estaria buscando uma outra forma de afirmação.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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