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Dia Nacional da Equoterapia: saiba para que serve e benefícios da prática

Especialistas contam que o procedimento pode ajudar em uma série de tratamentos e que não há limites de idade

RPet|André Barbeiro*, do R7

Visita do R7 ao Regime de Polícia Montada 9 de Julho
Visita do R7 ao Regime de Polícia Montada 9 de Julho Visita do R7 ao Regime de Polícia Montada 9 de Julho

O Dia Nacional da Equoterapia, que tem como principal objetivo difundir esse modelo de tratamento e foi instituído após a lei 12.067/2009, é comemorado nesta quarta-feira (09). Também chamado de hipoterapia, é um procedimento que promove benefícios físicos e psíquicos, utilizando o cavalo. Em entrevista ao RPet, o fisioterapeuta Pedro Curvacho Duduch, responsável pela ONG Equoterapia Transformar, conta que o animal pode auxiliar em diversos tipos tratamentos e de diferentes formas.

"O cavalo consegue proporcionar movimentos de reabilitação únicos, que são o longitudinal, ântero-posterior e colateral lateral. Usamos aqui tanto com o paciente montado sozinho, quanto em montaria dupla, o qual é o fisioterapeuta e o praticante juntos. Tudo dependerá do diagnóstico", detalha o profissional.

Duduch diz que não há limite de idade para os pacientes. "Nós temos crianças a partir dos 2 anos e temos adultos de 72", conta.

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Entre as histórias de superação que o fisioterapeuta já presenciou, ele compartilha a de Vinícius, um garoto que tinha um diagnóstico de ataxia cerebelar severa — uma disfunção dos neurônios do cerebelo, parte do cérebro responsável pelo equilíbrio do corpo, coordenação motora, deglutição, capacidade de falar e até de respirar —, que os médicos diziam que tinha apenas de quatro a seis meses de vida, o que levou os pais a procurarem alternativas e aplicar o procedimento.

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Durante 5 meses de tratamento, o menino só apresentava evolução, o que os levou a questionar o diagnóstico. "Ele ficou conosco dois anos e demos alta. Hoje é um adulto e com uma vida normal pela frente", celebra Duduch.

Cavalaria da PM de São Paulo é referência em equoterapia

Visita do R7 ao Regime de Polícia Montada 9 de Julho
Visita do R7 ao Regime de Polícia Montada 9 de Julho Visita do R7 ao Regime de Polícia Montada 9 de Julho

O Cabo Di Raimo, do Regime de Polícia Montada 9 Julho, explica, durante a visita do RPet, que em meia hora andando a cavalo 386 mil estímulos musculares são realizados, o que ajuda no tratamento de pessoas com deficiência e com TEA (Transtorno do Espectro Autista).

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"Por exemplo, uma pessoa que teve o derrame do lado esquerdo e parou todo esse lado dele. A gente vai fazer a curva para o lado esquerdo e a força centrífuga vai jogá-lo para esse lado. E ele vai sentir isso no cavalo e terá que fazer força para ele. Então, a gente estimulará esse lado a voltar a funcionar, junto com esses 386 mil estímulos musculares", exemplifica.

Ele fala ainda que a escolha da cela e do cavalo equivale ao tipo de tratamento que cada paciente precisa, e que todos são acompanhados por um fisioterapeuta, psicopedagogo, ou fonoaudiólogo, além de também ser necessário alguém que tenha o treinamento para guiar o cavalo e auxiliar no processo.

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Veja fotos da visita do RPet ao Regimento da Polícia Montada 9 de Julho

*Sob a supervisão de Thaís Sant'Anna

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