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Projeto na zona leste de São Paulo ensina artes marciais para crianças e jovens com deficiência

Segundo especialistas, o esporte adaptado traz benefícios clínicos e terapêuticos; aulas estimulam o foco e independência

Virtz|Alex Gonçalves, do R7*

Projeto de inclusão esportiva é realizado em Itaquera, na zona leste da capital paulista
Projeto de inclusão esportiva é realizado em Itaquera, na zona leste da capital paulista Projeto de inclusão esportiva é realizado em Itaquera, na zona leste da capital paulista

Herta Verblac de Moraes Martins, 49 anos, é coordenadora do projeto 'Futsuro Kobudô para Todos', realizado em Itaquera, bairro localizado na zona leste da capital paulista. A iniciativa leva artes marciais para crianças e jovens com deficiência física e intelectual. 

A sensei (nome em japonês usado como um título honroso para tratar professores e mestres), Herta Martins, explica que o esporte adaptado aos alunos traz muitos benefícios, principalmente na parte clínica e terapêutica, além de promover a sociabilidade, interatividade com crianças, adultos e professores. “É trazer um novo olhar para o esporte e oferecer oportunidades iguais para todos”, diz.

As aulas ministradas pela sensei promovem a inclusão de 15 crianças que são estimuladas a manter o foco. As atividades também contribuem para a cognição e independência dos alunos.

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O kobudô é uma arte marcial de manuseio de diversas armas, criada na ilha de Okinawa e nas demais ilhas do arquipélago Ryukyu, ao sul do Japão, com sua origem ligada ao Karatê. 

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Matheus e Victor fazem parte do projeto Futsuro Kobudô
Matheus e Victor fazem parte do projeto Futsuro Kobudô Matheus e Victor fazem parte do projeto Futsuro Kobudô

Os adolescentes Victor, 11, e Matheus, 12 anos, foram diagnosticados com autismo e juntos participam do projeto ao lado da mãe, Talytha Vince de Lima Reis. “Conheci o projeto por meio da psicopedagoga dos meus filhos. No início, não criei tantas expectativas, mas quando cheguei ao local percebi a forma que a sensei acolhia as crianças”, lembra.

Os meninos acompanham o projeto há dois anos, que se traduz em um misto de alegria e gratidão para Talytha. “Quando você recebe um prognóstico tudo muda. Eu não conhecia nada sobre o autismo", conta. "Vivi um processo de luto por alguns meses, não sabia como seria o desenvolvimento deles.”

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Bianca durante prática esportiva
Bianca durante prática esportiva Bianca durante prática esportiva

Eliane Antunes Fernandes Ricelli é professora e mãe da Bianca, 22 anos, diagnosticada com autismo aos nove anos. “Uma amiga me apresentou essa iniciativa, que difere de tantas outras organizações em que minha filha esteve”, lembra. A jovem realizou atividades como natação e até balé, mas em nenhuma delas se sentia envolvida.

“A diferença de ensino da sensei Herta, está na atuação prática das atividades propostas. Ela faz com que os alunos se envolvam de forma espontânea e leve. É importante mencionar a dedicação que o profissional educador precisa ter e como isso faz diferença na vida de cada um.”

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Outro ponto destacado pela mãe está na proposta do projeto: “colocar em prática a inclusão é saber lidar com a adversidade”, diz.

Confira um vídeo em uma das apresentações da Bianca:

Ainda segundo a educadora, a filha participa do projeto há seis anos e já melhorou na coordenação e concentração.

Kyldery W. A. Sensini, é o diretor esportivo do Projeto Futsuro e diretor de relações OIAMEC (Organização Internacional de Artes Marciais e Esporte de Contato), ele explica que nas artes marciais a criança aprende a ter disciplina, conduta, respeito, perseverança e seriedade, além do contato com outras culturas. “Nós acreditamos na inclusão e com o avanço da pedagogia temos as práticas lúdicas, em que se pode ensinar uma arte marcial a crianças a partir de quatro anos." 

Segundo Sensini, a arte marcial capacita algumas habilidades como saltos mortais, chutes aéreos, o uso de armas e acrobacias. "Tudo isso e mais a capacidade de derrubar e imobilizar outras pessoas, potencializando a aptidão humana comum", esclarece. Quando aplicada a uma pessoa com deficiência, segundo ele, a ação ajuda na coordenação motora, raciocínio logico e comunicação. 

*Estagiário do R7 sob supervisão de Karla Dunder

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