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Patricia Lages
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Análise: Mulher transgênero engravida colegas em prisão feminina

Nos Estados Unidos, prisioneira trans engravida duas detentas e é transferida para presídio masculino

Patricia Lages|Do R7

Prisão nos EUA passa por situação delicada
Prisão nos EUA passa por situação delicada Prisão nos EUA passa por situação delicada

No ano passado, o estado de Nova Jersey autorizou que os detentos fossem encaminhados para as prisões de acordo com o gênero com o qual se identificam e não por seu sexo biológico. Sendo assim, homens biológicos que se identificam como mulheres podem ser encaminhados a prisões femininas e vice-versa.

Foi o caso de Demi Minor, de 27 anos, que se identifica como mulher e foi aceita em uma cadeia feminina. Minor cumpre pena de 30 anos por homicídio culposo e estava detida no Presídio Feminino Edna Mahan. Porém, depois de ter engravidado duas detentas, em relações sexuais consensuais, ela foi transferida para o Presídio Juvenil Garden State, para homens.

Segundo o site “Justice 4 Demi” (Justiça para Demi), ela reclama da imaturidade dos outros presos e de ser tratada como homem. “Eles me chamam de ‘ele’”, disse Minor, que, ainda de acordo com o site, corre risco de suicídio, caso permaneça lá.

Por mais que as pessoas tenham o direito de se identificar como quiserem, é complexo entender como alguém que rejeita seu sexo biológico mantenha interesses pelo “mesmo sexo” depois de todas as dificuldades que esse tipo de decisão demanda. Seriam “héteros” que voltam a ser homossexuais? Enfim...

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Diante de casos como esse, fica a dúvida sobre até onde a alegação de ser transgênero é legítima ou se apenas tem sido usada por outras motivações, sejam lá quais forem. Como encarar o fato de que mulheres trans estão fazendo questão de competir em ligas femininas – onde têm se destacado desbancado mulheres cis – mas o contrário não ocorre?

Também há questionamentos quanto a outras polêmicas, como a luta pela utilização de banheiros de acordo com a identificação e não segundo a biologia. Se o objetivo é evitar constrangimentos em locais públicos, por que não lutar por banheiros individuais? Por que razão o foco está em que homens biológicos possam utilizar livremente banheiros femininos, sem considerar o constrangimento que podem gerar em mulheres, jovens e crianças?

É preciso que os objetivos das demandas da comunidade LGBTQIA+ (que chegam a ser imposições, como tem sido o patrulhamento constante do idioma), sejam claras e que não sirvam apenas para atender os interesses de alguns em detrimento das liberdades de muitos.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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