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Patricia Lages
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Análise: Supervalorização dos sentimentos é porta aberta para manipulação

Como contra fatos não há argumentos, políticas de esquerda ignoram a objetividade e focam os sentimentos para manipular população

Patricia Lages|Do R7

Educação acadêmica se tornou um braço esquerdista em prol da manipulação
Educação acadêmica se tornou um braço esquerdista em prol da manipulação Educação acadêmica se tornou um braço esquerdista em prol da manipulação

Uma das frases famosas de Ben Shapiro, comentarista político norte-americano, diz que “fatos não ligam a mínima para sentimentos”, o que é absolutamente verdade. Afinal, as coisas simplesmente acontecem independentemente da forma como nos sentimos em relação a elas.

Mas, como a verdade e os fatos podem ser bastante indigestos, a velha estratégia de evitar o tapa da verdade e dar o beijo da mentira ainda funciona, principalmente para os maus políticos.

A cartilha dos esquerdistas é fundamentada no populismo, que busca agradar ao eleitor custe o que custar, ainda que tenham de inventar uma mentira atrás da outra. Além de contar com a péssima memória do eleitor brasileiro (que não costuma lembrar nem em quem votou na eleição passada), a esquerda trabalha pesado na supervalorização dos sentimentos.

Para levar a população a ignorar a verdade dos fatos e perder a objetividade, é preciso impor um tipo de cegueira que só os sentimentos são capazes de causar. A raiva, o ódio, o rancor e a inveja são emoções poderosíssimas, que podem fazer a mais gentil das pessoas tomar atitudes totalmente irracionais.

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Sem a supervalorização dos sentimentos, é praticamente impossível pôr o plano de poder da esquerda em ação. É na base das emoções que se implementam, por exemplo, as políticas identitárias, em que “todos podem ser o que sentem que são”, quando isso é absolutamente impossível.

É daí que vêm o nivelamento por baixo (com a criação de cotas para “ajudar quem não teve oportunidades”), o feminismo como ferramenta de doutrinação, a guerra de classes (com a velha estratégia de “dividir para conquistar”), culminando na negação da própria realidade (enquanto afirmam estar “ao lado da ciência”).

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Não é à toa que estamos vivendo um momento obscuro, em que nossas liberdades vêm sendo cada vez mais cerceadas bem debaixo do nosso nariz. O patrulhamento do idioma passou a ser algo comum, e o número de “palavras proibidas” não para de aumentar. Além do que, qualquer coisa que até ontem era normal agora pode ser tachada de preconceituosa ou até mesmo racista. A fala e a opinião estão se tornando crimes, enquanto querem normalizar furtos, roubos e assaltos, por serem “necessários em um país desigual como o nosso”.

A educação acadêmica se tornou um braço esquerdista em prol da manipulação, supervalorizando o que o aluno “sente” em detrimento de seus deveres. A implementação da aprovação automática “para não desestimular os alunos” surte um efeito diametralmente oposto, pois qual é a diferença entre se esforçar ou não, aprender ou não, ser um bom aluno ou não? Todos passarão de ano, ainda que não saibam nem mesmo ler ou escrever. 

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Somam-se a isso conceitos tortos como: “não é errado se te faz feliz”, quebrando perigosamente os limites da vida em sociedade, ou que “o sucesso de um só existe por causa do fracasso de outros”, suscitando sentimentos de inveja e rancor contra quem produz, cresce e gera riqueza.

Uma nação que prioriza os sentimentos e nega a história e a verdade se torna fraca e altamente manipulável. Para sermos verdadeiramente livres, é preciso considerar que os fatos não ligam a mínima para os nossos sentimentos e que cabe a cada um de nós manter a cabeça acima do coração. Afinal de contas, é a racionalidade que nos diferencia dos demais animais.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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