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Patricia Lages
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Tragédia no Rio Grande do Sul expõe ineficiência do Estado

Com recordes de arrecadação de impostos, governo é lento e ainda pede dinheiro à população para socorrer vítimas

Patricia Lages|Do R7

Diante de mais uma tragédia que assola o Rio Grande do Sul, o Estado brasileiro deixa clara sua brutal ineficiência e um nível de despreparo que, infelizmente, não surpreende mais ninguém.

Segundo a Defesa Civil, 235 municípios foram atingidos pelas enchentes desde a segunda-feira (29), com 32 mortes, mais de 50 pessoas feridas e ao menos 74 desaparecidas. O número de desalojados passa dos 17 mil, dos quais, pouco mais de 7 mil estão em abrigos fornecidos pelas prefeituras. Ao todo, mais de 350 mil pessoas foram afetadas em todo o estado.

Nesta sexta-feira, 3, a capital gaúcha, Porto Alegre, ficou debaixo d’água com o nível do Rio Guaíba ultrapassando quatro metros. No centro histórico houve corte de luz, dificultando ainda mais o socorro aos atingidos.

Enquanto isso, o governo brasileiro promove uma série de escárnios à população, começando com a visita tardia do presidente Lula, que só ocorreu na quinta-feira, 2, com direito a piadinha sobre futebol. Além da fala totalmente inapropriada em meio a uma tragédia, ao que tudo indica, a prioridade do chefe de Estado era participar de um comício – que contou com a presença de meia dúzia de gatos pingados – e fazer campanha antecipada para o candidato a prefeito de São Paulo pelo PT.

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Apesar da promessa de Lula de que “não faltará ajuda do governo federal”, não se vê agilidade alguma. Quem se organizou desde o primeiro dia de temporais foi, mais uma vez, a iniciativa privada. Comerciantes, empresários, igrejas e instituições religiosas, além da força da própria população têm feito chegar doações de água, alimentos, roupas, cobertores e outros itens de primeira necessidade comprados com recursos próprios.

Para deixar ainda mais claro que as prioridades das políticas públicas, tanto estaduais quanto federal, estão totalmente descoladas da realidade, o governo gaúcho ainda tem o descaramento de pedir doações em dinheiro via Pix. Onde estão os trilhões de reais pagos em impostos depois de vários recordes de arrecadação? Onde está o Estado “pai de todos”? Onde está o governo do amor e da inclusão? Onde está a vergonha na cara, a decência e o comprometimento com o cidadão brasileiro?

Um Estado que só suga, governos que só pedem e políticos que só sabem fazer promessas vazias e fomentar o pão e circo. Mexam-se, pois estamos fartos!

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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