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TSE custa mais de R$ 2 bilhões por ano aos cofres públicos, com ou sem eleição

Veja por que o Tribunal Superior Eleitoral mantém praticamente os mesmos gastos em anos não eleitorais

Patricia Lages|Patricia Lages e Patricia Lages

Fachada do TSE
Fachada do TSE Fachada do TSE

A maior empresa do mundo em faturamento atualmente é a J.P. Morgan Chase, que paga um salário médio de R$ 16.867 para um analista. Já no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o salário médio de um analista é de R$ 16.513,12, ou seja, praticamente a mesma remuneração paga pela maior corporação do planeta a funcionários que precisam apresentar alta produtividade.

Porém, se considerarmos os benefícios, o TSE sai na frente, pois oferece diversos extras, como auxílio-alimentação de R$ 1.203,76, auxílio pré-escolar de R$ 951,84 para cada filho até 6 anos e R$ 579,39 de assistência médica. Marmita, escola pública e SUS nem pensar.

Sendo assim, um analista do TSE com dois filhos menores de 6 anos pode chegar a uma remuneração de R$ 20 mil mensais, considerando o salário médio, mas se receber o teto salarial, pode passar dos R$ 23.500 por mês.

Se você está se perguntando se o TSE gasta muito menos em anos não eleitorais, a resposta é não. Apesar de haver uma pequena redução nas despesas, a diminuição não chega a ser significativa, pois os gastos com pessoal e com a estrutura em si permanecem inalterados.

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E se você está curioso para saber o que o TSE faz além das atribuições ligadas diretamente ao processo eleitoral, aqui vão dois exemplos: lançamento de cartilha definindo termos que os brasileiros devem abolir de suas falas e treinamento interno com palestras alinhadas à agenda “woke”, isto é, ao que chamamos de lacração.

Não diga que a coisa está preta, ainda que esteja

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A cartilha “Expressões racistas: por que evitá-las”, lançada em 2022, afirma que o sentido de dizer “a coisa tá preta” é “referir-se a uma situação extremamente negativa, complicada ou a um problema de difícil solução”. Porém, ao mesmo tempo que traz o real significado, também afirma que a fala é “verdadeira síntese de um conjunto de expressões de caráter racista que associam a pessoa negra a coisas ruins.”

Primeiramente, associar tudo o que se refere à cor preta à pessoa negra é um erro, assim como é um erro associar a cor branca à pessoa branca. Se assim fosse, o fato de os médicos usarem branco para expressar limpeza seria uma atitude racista? Devemos deixar de usar roupas pretas para expressar luto e nunca mais nos referirmos ao branco como a cor da paz?

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E ainda que esse patrulhamento do idioma fizesse algum sentido de onde surgiu a ideia de que o Superior Tribunal Eleitoral é o órgão público que deve determinar o que são expressões racistas a ponto de lançar uma cartilha dizendo o que os brasileiros devem ou não pronunciar?

Enquanto isso, as pessoas estão cada vez mais temerosas quanto à forma de falar. A cada dia que passa cresce o número de palavras consideradas racistas, preconceituosas e politicamente incorretas, ainda que não haja qualquer comprovação para tais classificações, a não ser o que parece se tratar de um desejo enorme de impor controle e, ao mesmo tempo, estabelecer divisões cada vez maiores entre as pessoas.

Negação da ciência e constrangimento para “todes”

Apesar de o termo inglês “woke” significar acordado em português, a cultura woke representa exatamente o contrário: pessoas que negam a realidade – incluindo a ciência que tanto dizem venerar – e criam um mundo de fantasia, como se estivessem dormindo (ou delirando) o tempo todo.

O jornal Gazeta do Povo teve acesso ao conteúdo de três palestras de um programa de treinamento para funcionários do TSE sobre diversidade e inclusão. Em uma delas, a palestrante Rose Helen Shimabuku, psicóloga, explicou a importância desses temas: "O que muita gente chama de ‘mi mi mi’ a gente chama de evolução. A gente chama de cidadania.”

Porém, o que a psicóloga mostrou na prática é o quanto a agenda politicamente correta tem restringido a fala das pessoas, inclusive a dela: “Então, qual que é a diferença de orientação de gênero e identidade de gênero? Qual é a diferença de um transexual para um… enfim, eu fico até com receio de falar e cometer algum tipo de indelicadeza”, disse Rose Helen claramente pisando em ovos. Nem toda “evolução” e “cidadania” foram suficientes para livrar a palestrante dos constrangimentos que o patrulhamento da causa.

Ainda segundo o jornal, foi exibido um trecho de uma entrevista com o youtuber Caio Revela, onde ele ensina os funcionários do TSE que seu corpo é “válido”. Caio veste mini blusa e short cor-de-rosa colado ao corpo, deixando à mostra seu excesso de peso. Porém, de acordo com o youtuber, obesidade não significa falta de saúde.

Já para a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, “obesidade é uma doença crônica e pode acarretar graves problemas de saúde, desencadear e/ou agravar uma série de doenças como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, artrose, pedra na vesícula, refluxo gastroesofágico e câncer, podendo levar a danos na saúde mental, acarretando diminuição da autoestima e depressão.”

Diante dessa controvérsia, quem tem razão: o youtuber ativista ou a medicina? Apesar de ser muito fácil de responder, é preciso lembrar que quem estava ensinando os funcionários do TSE a respeito da obesidade não era um médico, mas um youtuber obeso romantizando uma condição que precisa de tratamento. Quem será que precisa acordar: a ciência ou a agenda “woke”?

O capitalismo e o racismo estrutural

Em outra palestra, conforme a matéria de Gabriel de Arruda Castro para a Gazeta do Povo, a advogada Rogéria Francisca Silva afirma a existência do racismo estrutural. Para se ter uma ideia do teor do treinamento, segue um trecho da fala da advogada que aponta o capitalismo como culpado pelo racismo:

“E o capitalismo está sempre ali, no meio disso tudo. É explorar até matar... O capitalismo vem e usa o aparato ideológico que está sendo renovado diuturnamente", disse Rogéria.

Se você não entendeu nada, suas faculdades mentais estão em perfeito funcionamento, não se preocupe. Em vez disso, preocupe-se com o fato de que tanto a cartilha, quanto os cachês das palestrantes do treinamento, bem como a “nota preta” que o TSE gasta em salários “gordos” são custeados com dinheiro do contribuinte. Mas, segundo essa doutrinação delirante, é o capitalismo que explora até matar, enquanto o Estado queima recursos nesse tipo de coisa.

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