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Abram os olhos: os vinhos brancos portugueses pedem passagem

Sempre famoso por seus tintos, Portugal tem mostrado que eles continuam maravilhosos, mas que os brancos também são incríveis

Adega do Déco|Do R7 e André Rossi

Portugal é, sem a menor dúvida, uma das origens de vinho mais pedidas pelos brasileiros, e isso podemos ver não só nos números de importação, que mostram que hoje o país é a terceira origem, atrás do sempre líder Chile e colado na Argentina, mas também na preferência, no gosto. Nos últimos anos, o país não tem medido esforços para comunicar seus vinhos, não só nacionalmente, com a Vinhos de Portugal, mas também regionalmente, com algumas associações bem atuantes, como a dos Vinhos Verdes, do Dão e do Alentejo, para citar alguns exemplos. E tem dado certo.

Em um dos eventos mais conhecidos e esperados do calendário do mundo do vinho, a Vinhos de Portugal mais uma vez organizou um grande evento voltado para o público profissional da bebida e também para o consumidor final.

Com grandes debates entre produtores, sommeliers e profissionais e também um grande salão de degustação, conseguimos dar um belo passeio pelo país e verificar sua diversidade de estilos e tipos de vinhos.

De modo geral, grandes e renomados produtores se misturavam com pequenos e maravilhosos projetos. Nomes como Luis Pato (Barirrada), Anselmo Mendes (Minho) e Julio Bastos (Dona Maria) marcaram presença mais uma vez.

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Confesso que Anselmo Mendes é um nome que sempre me remete a vinhos brancos incríveis e consistentes, além da simpatia dele, é claro. Seus Alvarinhos, de diversos níveis de complexidade e qualidade, são sempre uma pedida certeira.

Déco Rossi e Anselmo Mendes
Déco Rossi e Anselmo Mendes Déco Rossi e Anselmo Mendes

Aproveitando que estou falando de brancos, tenho aqui três paixonites em especial: a primeira são os brancos do Dão feitos à base da uva Encruzado, e, neste caso, não posso deixar de citar os maravilhosos vinhos da Quinta do Ribeiro Santo, do querido Carlos Lucas, em especial o Quinta da Neve, vinho que sempre digo que é um dos melhores brancos de Portugal. O outro é o Mirabilis, produzido na maravilhosa Quinta Nossa Senhora do Carmo, no Douro. Dois vinhos que mostram a força, a consistência e o potencial dos brancos portugueses nos últimos anos.

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E, por último, os vinhos da Covela, outra vinícola que fica no Minho (norte de Portugal) e que usa com maestria a uva Avesso, seja no seu vinho mais simples, que é uma delícia, seja no Reserva, que é um senhor vinho!

Rosés e espumantes têm mostrado um caminho interessante também e não podem ser esquecidos. Ah, e é claro, os Portos, óbvio! Estes já são um patrimônio nacional! Mas, se existe um tipo de vinho em que Portugal se apoiou e com o qual sempre deu show, sem dúvida, são os tintos.

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E, aí, podemos olhar para todos os lados que acharemos algo incrível. E não dá pra falar de Portugal sem falar de um dos queridinhos por aqui, a Quinta da Bacalhoa, que tem, sim, grandes brancos e rosés; mas foi nos tintos que eles fizeram fama. O Merlot é um vinho realmente icônico para a vinícola, principalmente num país que usa muito suas uvas autóctones. Ah, sem esquecer que é deles também a Quinta do Carmo, vinícola de que gosto muito!

Déco Rossi e Julio Bastos
Déco Rossi e Julio Bastos Déco Rossi e Julio Bastos

Indo para o Dão, tomei o Taboadella 1255 Reserva Alfrocheiro, vinho feito 100% com essa uva, fato que não é comum por lá, mas eles acertaram a mão, assim como os CARM, lá na região do Douro, que sempre fez vinhos muito bons e sempre com boa complexidade. Já no querido Alentejo, Julio Bastos sempre dá um show com seus brancos e tintos na Dona Maria, mas tomei pela primeira vez seu corte de Petit Verdot e Touriga Nacional. Um show de vinho, que vai envelhecer maravilhosamente bem na garrafa pelos próximos anos. 

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E, para terminar, mas não menos importante, o Rei da Baga, Luis Pato, com sua irreverência e simpatia, mostra por que é mestre no uso dessa uva, também deixando claro que nem só de varietais de Baga vive o Pato, mas também de blends muito bons, como o Vinha Pan 2018.

Luis Pato e Déco Rossi
Luis Pato e Déco Rossi Luis Pato e Déco Rossi

Um painel lindo para ver como o país anda evoluindo e, melhor ainda, para mostrar que os brancos portugueses já são uma realidade de enormes e maravilhosos vinhos, dos mais leves aos mais encorpados e complexos. E viva a terrinha!

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