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Maria do Caos
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Dia do sim. Mas será que era pra ser não?

Nossa Maria de hoje passou por poucas e boas no dia do seu casamento. E não foram coisinhas pequenininhas, detalhezinhos, foi a maior confusão! Sério, custei a acreditar na força desse caos que quase acabou com toda alegria

Maria do Caos|Do R7

Por muito tempo me perguntei: Que furação foi aquele que atingiu só o meu casamento? Mas não era um furacão, era o caos
Por muito tempo me perguntei: Que furação foi aquele que atingiu só o meu casamento? Mas não era um furacão, era o caos Por muito tempo me perguntei: Que furação foi aquele que atingiu só o meu casamento? Mas não era um furacão, era o caos

E aí, Mariasssss!!!

Que calor é esse, minha gente? Não tem ar-condicionado que aguente essas altas temperaturas e o pior, por aqui, o suor é mais intenso porque a força do caos faz com que tudo fique fervendo, pegando fogo real! E dizem que vai ser assim até Deus sabe quando...

Mas agora vou mudar um pouco de assunto...

Eu quero saber: quantas Marias aqui têm o sonho de se casar? Eu conheço um monte de Maria que fica sonhando acordada com o grande dia. Pensa no vestido, na festa, nas alianças, nos convidados. Planeja absolutamente tudo! Da crise de ansiedade às contas, um casamento não é fácil de planejar, ainda mais se as coisas começam a sair do eixo.

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Olha, a história de hoje vem direto do Recife! Que delícia!!! Amoooo essa cidade! Mas claro que nem tudo são flores e visual bonito quando se trata de Maria do Caos...

Será que o amor supera tudo? Será que o tão sonhado sim supera todos os acasos?

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Um dia que ficará marcado para sempre na vida dessa Maria! É, mas não sei se bem pelo jeito que deveria...

Leia até o final e anote no seu diário os possíveis problemas megalomaníacos que podem levar o seu dia dos sonhos a um pesadelo sem fim.

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Tudo começou no ano de 2005, quando conheci o gato do meu, meu… enfim. Lembro como se fosse ontem, estava em casa, na época morava com meus pais e minhas duas irmãs. Minha mãe sempre diferentona, do tipo que tinha amizades com pessoas mais novas, gostava de ir às baladas com a gente e sempre tinha um assunto muito mais moderno na ponta da língua do que qualquer mãe que eu conhecia.

É… Para tudo!!! Já vou avisando, minha família não é nada tradicional. E, justamente por essa razão, não posso exigir do universo que me entregue coisas certinhas demais, sabe?

O DNA não contribui! É muita confusão e, quando falo confusão, é o próprio caossss instaurado na minha vida, Marias!!!

Pois bem, uma bela noite, estava eu em casa em prantos, literalmente muito mal, depois de tomar um belo pé na bunda! Estava no meu quarto havia dias. Pensa naquele cabelo sujo, a cara toda inchada, nariz vermelho, rinite atacada por causa do choro... Essa era euzinha num dia bem convencional ou nada convencional pelo que viria a seguir.

Desci para fazer um lanche, enquanto me aproximava da cozinha, ouvia um falatório. Minha mãe estava com alguém lá, parei na entrada e desisti do lanche. Eu que não queria alguém me questionando sobre minha vida privada! Viro de costas pra subir para meu quarto e escuto, bem alto…

Maria, deixa de ser mal-educada, minha filha! Fala 'oi' pro Theo…”

Revirei os meus olhos, limpei a remela do olho e prendi meu cabelo pra cima. Enfim, entrei na cozinha… 

Mariasssss do céu… Para tudooooooo!!!

O tal do Theo era um gatooooooo!!! Fiquei em choque! Ele tinha o cabelo liso grande, uns olhos verdes enormes e um sorriso perfeito! Dei um sorrisinho amarelo, meio sem saber se cumprimentava ou enfiava minha cabeça na parede. Aí, o arrebate total! O Theo disse: “Oi, Maria!”

Ele passou a mão no cabelo num movimento tão sexy, tão másculo, tão viril que o tempo parou por alguns minutos! Eu perdi o rumo… Dei um oi meio torto... Virei de costas, peguei um copo no armário, abri a torneira, enchi o copo com água, joguei de volta na pia… enfim… Parecia o urso do Pica-Pau, sabe? Que fica de um lado para o outro sem saber o que fazer.

Eu estava um lixo, e minha mãe, na sua melhor intenção, falando ao Theo do meu pé na bunda, me convidou pra sentar ali com eles. Sério, Marias, não entendo por que ela faz esse tipo de coisa, e o pior é que acha tudo normal. Bom, já disse que minha família é diferentona, né?

Enfim, me sentei com eles e fiquei ali, tentando esquecer do meu ex. No fim das contas, foi uma noite bem gostosa, sabe?!? Depois daquela noite, eu e o Theo começamos a trocar mensagens e surgiu o primeiro convite para sair. Fomos ao cinema. Nem lembro do filme porque ficamos namorandinho... Se é que vocês me entendem, Marias...

Namoramos por um ano e, então, um belo dia, ele veio jantar na minha casa dizendo que precisava falar com meus pais.

Peraí só um pouquinho: lembra que falei que minha família era muito doida? Pois bem, coitado do Theo, veio trazendo umas flores nas mãos e, quando chega próximo à entrada, minha mãe, que estava escondida atrás da árvore, o assusta. Sim, é sério! O propósito? Sei lá! Morria de vergonha disso! O coitado do Theo jogou as flores para o alto e quase morreu do coração.

Voltando…

Essa noite foi a mais especial da minha vida, Theo veio pedir a bênção dos meus pais para me pedir em casamento. Foi o dia mais feliz da minha vida!!! Até aí, tudo lindoooooo!!!

Mas, como disse, meu DNA carrega uma palavra chamada caaaaaaaaaoooooooooooooos...

Comecei a planejar o casamento. Pensei em cada detalhe: salão de festas, bufê, padrinhos, prataria, guardanapos, enfeites de mesa, bem-casados, bolo com cinco andares, vestido de noiva, buquê... Até o celebrante eu escolhi!

O dia 12 de maio finalmente chegouuuu!!!

Acordei suuuperansiosa. Suando frio, e minha mãe lá fazendo piada e tentando me acalmar. Toca a campainha. Começou uma confusão! Corri para a sacada e lá estava meu pai, com uma vassoura na mão, ameaçando bater no meu ex, o Fabinho…

“Oiiiiiii!!! Que é isso????"

O Fabinho acabou me vendo e começou a berrar:

Mariiiiiaaaaaaa, eu te amoooo!!! Não casaaaaa!!! Fica comigo!!!"

Gente, que vergonha! Os vizinhos saíram e foram até o portão, e a cena começou a ficar mais tensa…

Fiquei em choque e, sem saber o que fazer, acabei saindo da sacada, correndo pelo quarto e, nessa corrida, tropecei e caí de cara na parede. Quando olhei no espelho, meu nariz parecia as Cataratas do Iguaçu… Rios de sangue.

Minha mãe veio me acudir e caiu de bunda. Resultado: meu pai expulsou o Fabinho. Me enfiou no carro e me levou para o hospital. Por sorte não quebrei o nariz, mas ele ficou roxo…

Pior foi a cena: eu machucada, minha mãe toda suja e meu pai com uma vassoura na mão.

Sério, não sei o porquê de ele não largar a vassoura.

Voltamos para casa. A campainha toca novamente...

Meu coração dispara, mas, desta vez, era a costureira trazendo meu vestido.

Fomos fazer a última prova. Comecei a vestir e... pasmem! A costureira puxou o zíper e o vestido prendeu no gancho do meu sutiã e acabou se rasgando do lado. Eu estava tão nervosa que meu nariz voltou a sangrar. Tirei correndo o vestido para que ela arrumasse o estrago.

Um problema a menos, o vestido estava salvo, e costurado. Graças a Deus!

Fomos aospa porque minhas irmãs tinham reservado um dia de noiva e eu estava mesmo precisando. Passamos o resto do dia por lá. Me arrumei e a maquiadora tinha feito o milagre na minha cara roxa. Valeu a pena todo o dinheiro que gastei com ela.

Quando me olhei no espelho, meu coração acelerou de emoção.

Meu pai passou no spa para me pegar. Marias, como entra no carro com essas saias todas? Parecia um bolo com tudo enrolado em cima de mim. Claro que eu quis me atrasar um pouquinho para chegar à igreja e dar aquele toque de noiva. O problema é que mais atrasada que eu estava o celebrante.

Eu aguardava no carro, enquanto meu pai tentava contato com o homem.

Meu pai estava na lateral da igreja, gritando. Minha ansiedade começou a atacar e meu nariz a escorrer novamente. Catei o paletó do meu pai que tava no banco do carro e assoei com força.

Depois de uns 20 minutos de gritos e bateção de palmas, o celebrante aparece, com roupa de dormir. Sim, ele tinha esquecido do meu casamento.

Nessa de ele se trocar, lá se passaram mais 40 minutos, saí do carro, meu pai segurou a minha mão. Enquanto entrávamos na igreja, ele só de camisa e eu com o nariz vermelho e a make borrada, só pensava:

"Será que isso é um sinal da vida de que não devo me casar?”

Quase comecei a chorar, mas meu pai me acalmou e entrei com lencinho e tudo…

Agora, imaginem a cena: eu toda de branco, véu, grinalda e um pedacinho de papel pendurado no nariz. Que cena!

Fingi demência e, como se meu dia tivesse sido suuuupertranquilo, meti um sorrisão, mas quando olhei para o Theo desabei no choro…

Marias, chorei de soluçar do começo ao fim da cerimônia. Não sei se era emoção ou desespero.

Nossa lua de mel foi em Barcelona, e adivinhem... Perdi minha aliança na primeira noite, ralo a baixo, no hotel.

Moral da história: se tudo dá errado no dia do seu casamento…

Para!!!!! Isso é história para outro episódio.

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Mariassss, que loucura foi essa? Imaginem só esse caos todo depois de tanto planejamento? Não sei se aguentaria não! Talvez também me questionasse um pouquinho.

Mas essa história não acaba por aqui, tem tanta confusão que não coube em um único episódio, terá a parte dois. O que será que acontece com nossa Maria?

Aguarde até a próxima semana porque, já aviso, é de dar pulos de gargalhada! Com todo o respeito!

E, se você tem uma história muito doida, manda para mim no @monicasimoestv.

Até a próxima semana.

Um beijo, Marias.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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