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Rodrigo Mancusi transita entre nova MPB, pop e eletrônico em álbum de estreia

Além de interpretar e compor as canções, cantor e ator coproduziu o álbum

Cartão de Visita|Do R7

Além de interpretar e compor as canções, cantor e ator coproduziu o álbum

Quando entrou na faculdade de teatro, sequer passava pela cabeça de Rodrigo Mancusi que a música viria a se tornar um de seus principais trabalhos, e menos ainda que cantaria suas próprias composições. No entanto, o tempo passou e Rodrigo lança amanhã (25) “Notícias de Longe”, seu disco de estreia solo, que será tema do show de lançamento especial no CCSP - Centro Cultural São Paulo no dia 7 de maio, às 19h, na Sala Adoniran Barbosa  “Não é uma coisa que eu me imaginava quando criança, sabe? Eu cantando as minhas músicas… Eu pensava no palco, mas mais como intérprete”, rememora o artista de 27 anos.  O projeto ganhou vida através do Proac Editais, Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura e Economia Criativa.

Foi a Escola Superior de Artes Célia Helena que lhe trouxe as novas amizades com as quais criaria a Abacaxepa, banda que se tornaria uma outra escola, um laboratório dos primeiros experimentos musicais que tiraram de sua cabeça qualquer dúvida a respeito da vontade e da vocação para cantar e compor. 

Resultado de dois anos de trabalho, o álbum tem oito canções inéditas, todas autorais, e também uma inspirada releitura do clássico “Sonhos”, de Peninha, repertório que já vem sendo experimentado e maturado ao vivo, em performances que já passaram por cidades como Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao contrário da faceta que imprime na Abacaxepa, onde contribui com composições mais lado B, Mancusi conta que o disco expressa um desejo de experimentar seu lado mais pop. Foi essa vontade que guiou as escolhas estéticas que delineiam o trabalho, tanto na parte instrumental como na poética das letras, sempre diretas, sem papas na língua. “Eu não nasci em uma família de artistas e intelectuais, então minha primeira formação é da TV, da cultura pop mesmo”, explica. Não se trata, porém, de um disco pop no sentido estrito, mas sim de um trabalho que se alinha à chamada Nova MPB, uma geração que há alguns anos tenta oxigenar a sigla com expedientes como a inclusão de novos temas e de batidas eletrônicas, além de parecer também ser mais porosa ao substrato popular nacional e latino-americano. 

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Guiado por Ivan Gomes, que produziu o álbum em parceria com o próprio artista, em sua estreia como co-produtor, Mancusi reconhece e segue sem melindres a vocação popular da música brasileira, ao mesmo tempo em que se aventura por outros caminhos mais incomuns, incorporando ritmos latinos menos conhecidos por aqui. Inspirados por essa história maior afro e latino-americana, a dupla deu às canções roupagens variadas, mas sem perder de vista a tradição nacional. Daí, por exemplo, a presença no disco tanto de um autêntico forró (em “Meia-noite inteira”), como de um soul (em “A Love Song”), passando ainda por bachata, salsa e R&B, além do samba-funk (em “Veneno”, uma das mais empolgantes do disco). “E é também um disco que tem muitos samples, técnica nascida no hip hop, mas usada muito hoje em dia para criação dos beats, e é uma característica marcante do trabalho, que tem a ver com a nossa vontade de trazer elementos mais eletrônicos”, afirma.

O sentimento que prevalece no trabalho, porém, fica mesmo a cargo de Mancusi, que rasga o coração em letras melodramáticas e confessionais, e que giram sem rodeios em torno de amores e desamores. “Tem muito uma perspectiva do amor LGBT, que é como eu me entendo desde criança, dos 11 anos. Por ser um primeiro disco, traz coisas que foram guardadas há muito tempo, por toda uma vida. Vem dessa vivência LGBT, racializada… de estudar numa escola branca e nunca ter sido desejado naquele meio. Não é que eu seja emo ou goste de sofrer. É porque eu passei mesmo por isso. É um desabafo!”, revela. Sua letras parecem gritar que aquele garoto do colegial cresceu e que agora é ele quem dá as cartas. Como em “Não vou dar”, que já começa com um dedo na cara: “Não sou comida, muito menos requentada, se não quer, nem tente, saia, não é hoje que te servirei!”.

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Para o artista, a criação desse álbum é de fato um processo de amadurecimento, o ponto de virada em que é chegada a hora de aprender a caminhar sozinho. “Passa por me desvencilhar desse lugar de sete pessoas (da Abacaxepa) e ser apenas uma. Claro que tem um monte de gente dando duro nesse projeto, mas é um trabalho que parte de mim, de minhas ideias, coisas, vontades… Interpretar sozinho, compor sozinho, estar no palco sozinho”, reflete. Assim, mesmo habitar este seu lugar preferido tornou-se um desafio renovado: “Eu amo o palco, mas me ver ali sozinho foi… ‘caraca!’”, diz, entusiasmado, e completa: “É uma busca, eu tô me experimentando, passeando por lugares diferentes, estou buscando esse novo Rodrigo”.

VISUALIZER

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O disco também será lançado como um álbum visual, com direção de Sillas H. Nele, ao contrário do último videoclipe “Veneno”, estará apenas Mancusi performando, que também cuida da direção criativa junto a Sillas e Camis Cal, parceira de vários outros trabalhos. “Não tem propriamente uma história, mas tem um link visual entre as músicas. Quero trazer algumas dessas frentes: atuação, performance, dança... com luzes e videomaping. Trazer temperatura, sensação, trazer esse hibridismo entre orgânico e eletrônico”, explica o artista, que também é ator e estará em breve nas telonas no filme “Família de Sorte”, de Viviane Ferreira (de “O Paí Ó 2”).

SOBRE | RODRIGO MANCUSI

Rodrigo Mancusi é cantor, compositor e ator brasileiro, integrante da banda Abacaxepa, ganhadora do prêmio Arcanjo de cultura 2022. Como músico e ator, integrou em 2023 o elenco principal do espetáculo da Amstel “AUTORRETRATO” com direção de Felipe Hirsch e atuou no filme “Família de Sorte” com direção de Viviani Ferreira (ó pai, ó 2) com estreia nos cinemas em 2024. Em 2022 abriu os caminhos de sua carreira solo, buscando desenvolver e aprofundar suas próprias linguagens, discursos e desejos, que fluem pela potência e resiliência de uma vida LGBTQIA+, abordando temas como paixão, mágoa, sedução e desilusão fora dos padrões normativos impostos pela sociedade. Circulou por diversas casas de show apresentando seu repertório autoral e está em processo de produção de seu primeiro disco solo “Notícias de longe” , contemplado pelo PROAC 2023.

Com seus projetos já ocupou espaços importantes da cidade de São Paulo como Auditório Ibirapuera, Natura Musical, SESCs, Cine Joia, entre outros e de cidades como Rio de Janeiro, Recife, Florianópolis, Belo Horizonte, Curitiba e mais. Já passou pelo palco dos festivais Forró da Lua Cheia, Libélula e FIG (Garanhuns) e dividiu o palco com diversos artistas, sendo alguns deles Liniker, Tassia Reis, Assucena, La Delio Valdez (Arg), Rodrigo Alarcón, Lamparina, Francisco El Hombre e Samuca e a Selva.

SERVIÇO 

Show de lançamento ‘Notícias de Longe’

CCSP - Centro Cultural São Paulo

Rua Vergueiro, 1000 - Liberdade, São Paulo - SP | 07/05 - Terça-feira, 19h

Sala Adoniran Barbosa | Grátis | Retirada de ingressos 1h antes na bilheteria do CCSP


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