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Viúva de Erasmo Carlos usa redes sociais como diário para escrever mensagens de amor ao cantor

De luto pela morte do Tremendão, Fernanda Passos já falou sobre a dor e a saudade que vem sentido há uma semana

Famosos e TV|Do R7

Erasmo Carlos e Fernanda Passos ficaram juntos por 12 anos
Erasmo Carlos e Fernanda Passos ficaram juntos por 12 anos Erasmo Carlos e Fernanda Passos ficaram juntos por 12 anos

Desde que Erasmo Carlos morreu, há exatamente uma semana, a viúva, Fernanda Passos, de 32 anos, vem criando um diário de cartas direcionadas ao cantor. A pedagoga disse estar sofrendo bastante com a morte do artista, mas escrever está sendo um refúgio para lidar com os momentos difíceis do luto.

Um dia após a morte de Erasmo, Fernanda fez o primeiro relato da angústia que estava sentindo pela perda do amado. No texto, ela falou sobre a relação que construíram ao longo dos últimos 12 anos e a forma intensa com que demostrava o amor a ele.

"Você transcendeu, quem morreu fui eu! Eu pedi tanto, eu implorei, implorei a Deus, seus médicos, apelei… Vido, não era sua hora, você não quis ir embora, e Deus não te tirou de mim, foi uma doença, foi coisa da vida, e a gente sabe que em alguns momentos a vida é uma bela me***. Eu vi você se esvaindo por entre meus braços, e eu vi você com sede de viver, com sede de viver comigo! Você vivia por mim! Foram 12 anos de encontro. Sempre te amei com pressa, com desespero, com dor, com sangue, com lágrimas, meu amor é feroz", escreveu.

Foi também em um dos posts que ela contou que atendeu a um pedido do artista e jogou as cinzas dele no mar, embora o desejo dela fosse ir à praia de mãos dadas com ele. "Vido, não conseguimos ir à praia... Mas ontem eu te levei. Vi que o caminho era fácil, e que você aproveitaria muito... estávamos providenciando tudo para o seu conforto, esperando um dia de verão convidativo e a diversão ficaria por nossa conta. Estou onde você quiser que eu esteja, inclusive dentro de você, mas hoje estou sem lugar", disse.

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Apesar de toda a comoção da despedida, a viúva chegou a reclamar de alguns familiares que compareceram ao velório de Erasmo, no Rio de Janeiro. Segundo ela, a única família de Tremendão eram ela, os filhos e os netos. "Meu bem, ninguém pode ser leviano assim comigo nesse momento. Já disse e repito: dor não se compara, o buraco é escuro, frio, a queda é livre e não tem fundo. Eu descrevi para essas pessoas mórbidas que queriam um ingresso para te ver deitado o que eu vi e vivi você encarar brava e humildemente! A violência que foi esse acidente aos berros! Eu não queria que ninguém te visse, te tocasse, te encarasse assim", publicou.

Na maioria dos desabafos, Fernanda fala sobre sua esperança na recuperação do cantor, que ficou internado por 20 dias com quadro de paniculite complicada por sepse de origem cutânea e depois faleceu. A expectativa dela era tão grande que criou diversos planos para fazer ao lado dele, como o quadro que comprou para a casa nova, mas queria esperá-lo para abrir e pendurar.

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"Nós nos mudamos, nossa casa não ficou como gostaríamos, não estava pronta, você recebeu o quadro e deixou embrulhadinho esperando acabar os consertos. Escolheu a parede e penduraríamos juntos! No hospital eu te chantageava dia e noite! 'Amor, precisa voltar pra casa logo pra gente abrir o quadro! Sem você eu não vou abrir!' E agora? E agora que você não voltou? Me sinto um fracasso por não ter te dado a casa que você merecia, não ter cozinhado o músculo que você tanto queria nas nossas panelas novas, por não ter brigado mais pelo seu espaço e conforto", contou.

Fernanda relatou ainda a falta que sente do cuidado de Erasmo com ela. Agora, está tendo dificuldades para continuar os hábitos de higiene devido à ausência dele. "Sabia que eu adorava tomar banho, dizia que eu era a pessoa que mais escovava os dentes que você já havia conhecido. Pois é! Vou te confidenciar uma coisa… meus hábitos de higiene vêm sendo negligenciados, mais ainda nesses últimos dias. O Fred disse que está tudo bem, que eu não preciso fazer… você também diria isso. Vi, é que tá difícil lavar você de mim! Não quero que saia nada de mim, nada! Cada partícula ou fluido eliminado, cada fio de cabelo perdido, aumenta minha perda. Me distancia de você. Se eu escovar os dentes, vai para o ralo o último beijo? O cabelo lavado leva embora seu afago. Trocar a roupa é um insulto. Não quero nem respirar muito para o ar não sair, quero economizar as palavras para gastar com o seu nome", disse.

Por fim, a pedagoga confessou que se sente, de certa forma, culpada pela partida de Erasmo. "Princeso, você dizia que não vivia sem mim… Em que momento eu faltei que te fez deixar de viver? Qual foi a minha falha? Sabia que desde que você partiu eu não tomei um remédio sequer? Eu não acho justo aliviar para mim depois do seu sofrimento. Tem que doer, tem que doer como nunca, tem que doer mais do que doeu em você para que eu me sinta aliviada. Ao contrário do que pensam, eu vou viver. Me lembro de pensar na sua postura diante da morte do Gugu e concluir sobre a beleza da sua tristeza. Na minha não tem nenhuma beleza, é impossível me comparar a você. Mas minha tristeza terá o curso dela, depois virá a vida sem você, e eu preciso enfrentar."

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