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Filme sobre vida de Elvis Presley deixa de fora uso pesado de substâncias médicas restritas

Longa, com Tom Hanks, é um dos mais esperados do ano e tem versão com mais de 4 horas de duração

Odair Braz Jr|Do R7

O ator Austin Butler caracterizado como Elvis Presley em cena do filme
O ator Austin Butler caracterizado como Elvis Presley em cena do filme O ator Austin Butler caracterizado como Elvis Presley em cena do filme

Ninguém nunca fez um filme sério sobre a vida de Elvis Presley no cinema porque é muito difícil contar toda a sua trajetória cheia de mudanças e fazer jus a quem ele foi em apenas um único filme. Bem, o diretor Baz Luhrmann resolveu arriscar a sorte e lança na sexta-feira (24), nos Estados Unidos, o longa Elvis, que tem 2h30 de duração. É, certamente, um pouco mais longo do que a média dos filmes para cinema, mas o diretor admite que tem uma versão de quatro horas com vários outros detalhes.

“Tenho uma versão de quatro horas, na verdade, mas tive que reduzir para 2h30”, disse Luhrmann em conversa com a Radio Times. Ele continuou: “Gostaria de mostrar mais algumas outras coisas, porque tem muito mais. Filmei a relação [de Elvis] com a banda, como o Coronel [empresário do cantor] se livrou dela, mas tive de cortar”. O diretor se refere aqui ao primeiro grupo de músicos que acompanhou Elvis nos anos 50 e parte dos 60.

O diretor conta ainda que tem mais cenas que ficaram de fora que mostram o relacionamento do cantor com Dixie Locke — sua namorada quando começou a cantar —, o curioso encontro com o presidente Nixon e também o período em que Elvis fez uso pesado de substâncias médicas restritas. Sobre os cortes, o diretor disse ainda que “se chega a um ponto em que você não pode ter tudo, então tentei buscar o espírito do personagem”.

Tom Hanks como Coronel Tom Parker, empresário de Elvis
Tom Hanks como Coronel Tom Parker, empresário de Elvis Tom Hanks como Coronel Tom Parker, empresário de Elvis

Como se sabe, Presley fez uso de muitas medicações e substâncias restritas receitadas por seus médicos ao longo dos anos. Principalmente já perto do fim de sua vida, o cantor tomava esses remédios de maneira exagerada e há quem defenda a ideia de que isso acelerou o processo de deterioração de sua saúde, levando-o à morte em 16 de agosto de 1977.

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Apesar de Luhrmann afirmar que o período de uso mais pesado das medicações por Elvis tenha ficado de fora da versão final do filme, deve ainda haver menção a isso, já que foi uma questão importante na vida do cantor e não há como ser ignorada por completo.

Da mesma maneira, o encontro de Elvis com o presidente Nixon, em 1970, também foi um momento curioso e digno de menção. Foi um, digamos, evento muito fora do habitual na vida de Elvis e rendeu uma das fotos mais sensacionais da história do cantor no Salão Oval, na Casa Branca. Tem até um filme — Elvis e Nixon — dedicado a este dia curioso do cantor.

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Assista ao trailer:

Mesmo com tantas cenas de fora, Elvis vem recebendo ótimas críticas da imprensa internacional. O grande destaque é a atuação de Austin Butler, que interpreta o cantor. Os críticos são praticamente unânimes em dizer que a interpretação de Butler é perfeita. O longa tem também Tom Hanks no papel de Coronel Parker, empresário de Presley. Aliás, a história toda é mostrada através da visão de Parker, que vai narrando os acontecimentos.

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O filme cobre toda a vida de Elvis e busca mostrar todos os momentos importantes de sua vida, mas com essa ressalva de que algumas partes relevantes de sua trajetória ficaram de fora. Resta aos fãs fazer uma pressão para que essa versão de quatro horas seja lançada mais para a frente em blu-ray ou mesmo para os serviços de streaming.

A estreia no Brasil está marcada para 14 de julho.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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