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Ex-confeiteira vira mecânica e dirige van para atender público feminino

Inspirada pelo pai e pelo avô, Rebecca Menezes deixou o açúcar para se aventurar na graxa, motores e parafusos em SP

Virtz|Alex Gonçalves, do R7*

Rebecca presta atendimento com uma van na Grande São Paulo
Rebecca presta atendimento com uma van na Grande São Paulo Rebecca presta atendimento com uma van na Grande São Paulo

Rebecca Menezes, 22 anos, mora no bairro da Brasilândia, na zona norte de São Paulo. Ela deixou o açúcar para se aventurar no trabalho com graxa, motores, parafusos, torquímetros, macacos e manômetros. 

Hoje, a ex-confeiteira atua como mecânica para atender o público feminino e chega a realizar até cinco atendimentos por dia na região da Grande São Paulo. “Trabalho com uma van e realizo atendimento em domicílio. Faço instalação de pneus, alinhamento e balanceamento”, explica.

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Para a profissional, o serviço trouxe mais segurança para as mulheres. “Muitas já me contaram que têm medo de solicitar um serviço mecânico por receio de ser mal atendidas por um homem e de ele ser ignorante”, explica. “Quando elas veem uma mulher à frente desse trabalho, parece um alívio, elas se sentem mais seguras”, relata.

Quando pequena, a jovem tinha duas grandes inspirações em casa: seu pai, Saulo, e o avô Cláudio, ambos mecânicos. “Fui crescendo nesse meio, gostava de ficar olhando e até ajudava meu pai durante a manutenção de carros”, conta. “Não sei se posso dizer que queria ser mecânica desde criança, mas era uma área que já me interessava. Quando surgiu uma oportunidade de sair da confeitaria e ingressar no ramo de conserto e manutenção de automóveis, eu não pensei duas vezes”, diz.

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Durante a transição de carreira, ainda houve um processo de autoaceitação, relata a mecânica. “Cheguei a participar de feiras e eventos, e também acompanhei a rotina de algumas mulheres na profissão para quebrar o tabu”, comenta.

Inspiração veio do pai e do avô, ambos mecânicos
Inspiração veio do pai e do avô, ambos mecânicos Inspiração veio do pai e do avô, ambos mecânicos

O primeiro contato com a mecânica surgiu aos 17 anos. “Estudei mecânica básica, na Escola do Mecânico, e foi nessa época que consegui ingressar no mercado de trabalho, após três meses de estudo — era mecânica em treinamento”, explica.

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“Já fui criando um caminho com novas possibilidades. Depois realizei outros cursos específicos, de elétrica, injeção, suspensão.” Segundo ela, foi a única mulher em todas as turmas.

Sua especialidade, porém, é mexer com suspensão, freios e pneus, embora ela entenda também de motores, serviços de montagem, balanceamento e alinhamento. Atualmente, a mecânica da CantuStore é aluna do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e cursa o técnico de mecânica automotiva, com previsão de formação no segundo semestre de 2023.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Karla Dunder

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