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Rapper diz que recebeu três propostas após ser hostilizado por mulher em metrô de Portugal

Vídeo com a cena do desentendimento entre KMZ do Vagão e mulher viralizou; artista tem recebido apoio (e críticas também)

Música|Gilvan Marques, do R7

Rapper viralizou após vídeo no metrô em Portugal
Rapper viralizou após vídeo no metrô em Portugal Rapper viralizou após vídeo no metrô em Portugal

De origem humilde, nascido e criado na zona leste de São Paulo, o rapper Kauã Zurc, também conhecido como KMZ do Vagão, decidiu deixar o Brasil há menos de um mês em busca de condições melhores em Portugal. Ele divide apartamento com outro irmão, John Carlos, que também é músico, na cidade de Espinho, distante cerca de 26 km do centro de Porto.

Para sobreviver e ganhar uma grana extra, os dois fazem arte no transporte público do país. Todos os dias eles levam a caixinha de som, fazem a sua rima e pedem a colaboração de usuários.

E foi exatamente numa dessas viagens que o brasileiro foi repreendido por uma mulher não identificada e com sotaque português. Ela tentou expulsá-lo do vagão sob o argumento de que ali não poderia fazer o que ele estava fazendo. Houve discussão e xingamentos. (Assista ao vídeo abaixo)

"Quando eu soltei o play na caixinha, a senhora começou a gritar comigo: 'Desliga essa p.... aí, brasileiro de m.... Volte para o seu país, que aqui não é seu lugar. Aqui não é lugar de baderna'", contou o jovem de 20 anos em entrevista ao R7.

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"Na hora que ela começou a gritar comigo, eu não parei de rimar. Falei: 'Moça, eu não vou parar, vou continuar com o meu trabalho", acrescentou ele, que ganhou o apoio dos demais passageiros.

O vídeo com a cena do desentendimento entre os dois foi postado inicialmente no TikTok e, logo depois, viralizou por outras redes sociais. O rapper tem recebido apoio (e críticas também), além de gerar uma debate sobre o que é legal e ilegal, seja no Brasil ou em outro país.

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À reportagem, KMZ do Vagão afirmou que recebeu três propostas após a repercussão do vídeo — uma delas vinda do baterista da dupla sertaneja Matheus e Kauan, que também é produtor musical, segundo ele.

"Depois dessa situação que eu passei, já recebi três propostas de estúdios. Um deles foi do baterista de Matheus e Kauan. Ele me chamou [no Instagram e] falou para dar um salve porque ele quer produzir um projeto quando a gente voltar ao Brasil."

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Dinheiro da arte ajuda no sustento

Questionado sobre quanto fatura no metrô, KMZ evita citar valores, mas disse que "dá para tirar mais que o dobro do salário mínimo" em Portugal. Atualmente, o salário mínimo no país é de 760 euros (ou R$ 3.961, na cotação atual). O dobro daria R$ 7.923.

"Então, a questão é mais a dificuldade de ser aceito por quem não gosta do que ser aceito pela maioria, que isso daí eu já sou."

Além de ajudar a família, que ficou no Brasil, Kauã conta que o dinheiro que recebe da arte na Europa tem lhe ajudado a terminar a faculdade de direito, de forma online. O curso deve ser concluído somente no ano que vem.

"Eu quero ser advogado, quero fazer pós-graduação. Mas eu não sonho só em ser advogado. Sonho em lançar um livro. Eu tenho meio livro escrito já. Sonho em lançar livros de poema, sobre autoajuda e sobre a minha história. Eu sou um cara de muitas metas e objetivos", afirmou ele, que também gostaria de investir na carreira artística. "Acho que quando eu voltar para o Brasil eu vou conseguir acelerar esse processo de lançamento e a gravação de clipe."

Se tudo der certo, KMZ quer voltar ao Brasil até o fim do ano que vem.

'Minha infância foi complicada'

KMZ vem de uma origem humilde e tumultuada: nasceu e foi criado na Vila Carrão, zona leste da capital paulista, e os seus pais tiveram problemas com drogas.

"A minha infância foi complicada, porque meu pai é viciado em drogas até hoje. E minha mãe me criou sozinha. Ela conseguiu se salvar do vício, conseguiu entrar pra faculdade que ela se formou. Apesar das drogas, ela nunca desistiu de mim. E eu nunca deixei a minha vida parar de girar por causa de drogas."

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