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Disco perdido de Rita Lee pode ser ouvido no YouTube

Álbum das "Cilibrinas do Eden" deveria ter saído em 1974, mas foi engavetado pela gravadora

Vagalume

Vagalume|Do R7


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Entre a estreia dos Mutantes (1968) e seu último disco de estúdio, "Reza", de 2012, Rita Lee gravou mais de 25 álbuns. Apesar da fartura de material, existem caminhos mais obscuros para se percorrer na obra da cantora que morreu ontem, 9, aos 75 anos.

Entre os de maior interesse está o mítico álbum das "Cilibrinas do Éden". GRavado em 1973, ele deveria ter se tornado o primeiro LP de Rita depois de sua saído dos Mutantes. Apesar de gravado e com mixagem pronta, o LP acabou engavetado pela Phillips.

As Cilibrinas eram Rita e a guitarrista Lúcia Turnbull e começaram com a proposta de fazer uma música acústica baseada no som dos violões. A ideia foi abandonada depois da única apresentação das duas, dentro do festival Phono 73, em um show que Rita considerou "uma droga"

A ex-Mutante viu que o caminho seria chamar mais músicos e cair de vez no rock'n'roll. Foi quando entraram em cena o guitarrista Luis Carlini, o baixista Lee Marcucci e o baterista Emilson Colantoni.

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Foi essa formação que gravou o disco das Cilibrinas, que tinha dez músicas. Delas, uma se tornaria um dos grandes clássicos da carreira de Rita: "Mamãe Natureza", quando foi regravada para o próximo LP da cantora, o clássico "Atrás da Porta Tem Uma Cidade", feito com o mesmo time de músicos, e creditado a Rita Lee e Tutti Frutti - o diretor da gravadora André Midani defendia que ela se tornasse uma artista solo e não parte de uma banda, no que se mostrou certo.

Lee usaria ideias de composições presentes no LP não lançado em músicas futuras e duas de suas faixas chegaram a a aparecer em uma coletânea chamada "O Melhor de Ritta Lee" (sim, com dois Ts mesmo).

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O disco perdido começou a circular anos depois entre colecionadores, primeiro em K7, em seguida, já na era da Internet, em Mp3 e teve até uma edição, pirata, claro, em vinil. No início do século 21 o trabalho quase ganhou uma versão oficial, mas sem acordo entre as partes, o relançamento acabou abortado.

Apesar disso, o material circula com certa liberdade pela rede, inclusive no YouTube, onde ele foi postado na íntegra há quase uma década.

Ouça:

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Fonte: Vagalume

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