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Caso Jeff Machado: microchips para pets ajudam na identificação dos cachorros do ator

As buscas pelo artista, que esteve em 'Reis', começaram quando seus cães, da raça setter, apareceram abandonados

RPet|Do R7

Jeff Machado com seus cachorros
Jeff Machado com seus cachorros Jeff Machado com seus cachorros

O corpo de Jeff Machado, de 44 anos, foi encontrado em um baú enterrado e concretado no quintal de uma casa na zona oeste do Rio de Janeiro, na última segunda-feira (22). As buscas pelo ator, que participou de Reis, da Record TV, começaram quando seus cachorros, da raça setter, apareceram abandonados pelas ruas cariocas. Uma ONG olhou o microchip de identificação dos cães e descobriu que eles eram do artista.

O caso mostrou a importância desses dispositivos nos animais domésticos. Quando os chips, que não funcionam como GPS, são implantados nos bichos, as informações dele, como nome, idade, sexo e raça, além de nome e contato do tutor, são de fácil acesso. Para consultá-las, basta procurar um lugar onde haja um leitor do acessório, como clínicas veterinárias e lojas especializadas.

Os cães de Jeff eram da raça setter, que é bem restrita no Brasil. Isso faz com que muitos dos tutores optem por implantar o mecanismo nesses cachorros para facilitar a identificação e a segurança do pet. 

Os microchips não são obrigatórios no Brasil, apesar de serem indicados para implantação após o terceiro mês de vida do animal. Por outro lado, o RGA (Registro Geral do Animal), que funciona como um RG do bicho, deve estar em dia a partir do terceiro mês de vida do pet — o site da prefeitura de cada município tem mais informações sobre o documento.

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Em entrevista ao RPet, a médica-veterinária Telma Rocha Tavares, da Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico (Cosap), da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, conta que o procedimento é indolor e simples: "É como se fosse a aplicação de uma vacina. O animal se sente praticamente do mesmo jeito".

"O dispositivo é aplicado com uma seringa e uma agulha, que parece aquela de coletar sangue. O microchip tem o tamanho de um grãozinho de arroz e vem dentro dessa agulha. Com o uso do aplicador, nós o colocamos embaixo da pele, ali na nuca, entre os ombros do animal", explica.

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Microchips não são GPS

Conceição Henrique, veterinária técnica da ONG Ampara Animal, afirma que "o microchip não é rastreável". 

"Desconheço chip com GPS no Brasil. Não acredito que funcione. Nunca ouvi falar de alguém que colocou um desses em um animal e o encontrou usando o rastreador. Acho dificílimo rastrear um animal, que quando foge chega a andar 40 km por dia. Eles são encontrados em outra localidade dois ou três dias depois. Acredito que, por isso, não tenha dado certo ainda. Não existe nenhum sistema de rastreador que possa localizar um animal com essa velocidade e precisão", declara.

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