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Ouvido protegido e água morna: veja dicas de como dar banho no seu cachorro em casa 

O RPet conversou com um médico veterinário e um especialista em limpeza de cães para dar o passo a passo correto

RPet|André Barbeiro, do R7*

Água e espuma: hora de tomar banho
Água e espuma: hora de tomar banho Água e espuma: hora de tomar banho

A preocupação com a higienização dos cachorros faz parte do dia a dia do tutor. Mas nem sempre os pet-shops são a primeira alternativa, já que muitos têm preços salgados. Ainda há a preocupação com o bem-estar do animal, que acaba muitas vezes ficando nas mãos de estranhos. Relatos de maus-tratos não são raros.

Por isso, o RPet conversou com especialistas e separou algumas dicas para dar banho no seu cachorro em casa.

Júnior Borja, sócio-fundador da Garbo Pet Professional, explica os principais motivos citados pelos tutores para não terceirizar a função.

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"Muitas vezes a pessoa tem medo de levar até o pet-shop por conta dos históricos. A gente sabe que, infelizmente, muitos locais tratam os cachorros de qualquer forma. Em muitas vezes, o pet sai machucado. E, aí, a pessoa fica insatisfeita e acaba cuidando em casa. Outras pessoas citam a questão econômica", fala.

Cuidados essenciais com os banhos caseiros

Henrique Perdigão, veterinário e adestrador há mais de 22 anos, afirma que os banhos devem ser feitos sempre com produtos específicos para cães. "Não é recomendado usar o nosso shampoo no cachorro, pois o PH da pele do cão é diferente do PH da pele do ser humano."

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O veterinário explica que existem diferentes tipos de shampoo. Há os direcionados para os pelos brancos, outros para filhotes e outros mais neutros. "Você precisa escolher de acordo com a característica do seu animal."

"O PH humano é mais ácido e o do cachorro é mais neutro. Usar o shampoo errado pode interferir na saúde da pele a longo prazo e causar alergias e coceiras", diz Borja.

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Outro toque do médico está relacionado ao ambiente em que o animal vai ser higienizado. "Preocupe-se em criar, durante o banho, uma associação positiva. Porque nem sempre os cachorros gostam de tomar banho. Então, se você dá um petisco bem gostoso para ele, você gera uma associação positiva da água com aquela comida, o que faz da experiência do banho mais legal. Gera uma lembrança boa para o cão."

Borja lembra ainda a melhor forma de proteger os ouvidos do animal. "Caso a pessoa queira utilizar algodão, o ideal é o algodão hidrófobo, que repele a água, diferentemente do tradicional, que absorve a água e não protege o cão", comenta.

"A grande maioria das otites, que são inflamações nos ouvidos, ocorre pela ausência desse cuidado", conta Perdigão.

"O ideal é que os banhos sejam dados em dias quentes e que a água esteja em uma temperatura neutra, como a temperatura ambiente. A água não pode ser muito quente, pois a pele do cão é muito fininha. Corre o risco de ressecar a pele dele e trazer problemas dermatológicos", explica Júnior Borja.

Henrique Perdigão aconselha ter atenção à secagem dos pelos. "É extremamente importante uma secagem efetiva, em que o tutor passa uma toalha para tirar o excesso e, depois, usa um secador de cabelo. É importante não ligar o aparelho muito quente e tomar cuidado com o calor perto dos olhos. O ideal é manter uma distância de 4 a 5 dedos da pele do cão e não ficar muito tempo com o secador parado em um mesmo lugar."

Frequência dos banhos

Como a pele do cachorro é diferente da do humano, os especialistas afirmam que não é bom dar banhos diariamente.

"Damos banho no cachorro porque o domesticamos e o colocamos dentro da nossa casa. Para dormir na nossa cama, ele tem que estar limpo. Então, o cão passa a tomar banho toda semana, mas não é necessário. O cachorro pode perfeitamente tomar banho a cada dois meses, uma vez por mês. O banho em excesso causa problema", diz Borja.

"Não podemos dar banhos em excesso. É importante dar um intervalo de ao menos sete dias", explica Perdigão.

Ele ainda lembra que há alternativas para higienizar o animal sem usar água, como banhos a seco, nos quais são usados sprays para neutralizar o odor do bicho.

Atenção aos pet-shops

Caso o tutor opte por levar o cão ao pet-shop, é importante ter alguns cuidados prévios. "O cachorro precisa ir algumas vezes ao local sem tomar banho, para que ele se acostume com o ambiente", diz Perdigão.

"Se você tem um filhote, sempre marque um horário de menor movimentação no pet-shop, caso contrário, ele pode se traumatizar com barulhos altos e latidos de outros cachorros. É necessário se programar para que o animal fique o menor tempo possível nas gaiolas. Tive pet-shop durante três anos e esse é um dos maiores causadores da repulsa nos animais", afirma o especialista.

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