Hospital é condenado a indenizar família por morte de bebêFlipar|Do R707/08/2023 - 08h55 (Atualizado em 03/04/2024 - 15h50)twitterfacebooklinkedinwhatsappgoogle-newsshareAlto contrasteA+A-O Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, foi condenado a pagar 800 salários mínimos (cerca de R$ 1 milhão) por danos morais à família de um bebê que morreu em 2018. Pedro tinha 1 ano e sofria de Doença Granulomatosa Crônica, que afeta o sistema de defesa do organismo. . Com essa doença, as células têm dificuldade para combater vírus e bactérias. E isso leva à formação dos chamados granulomas (foto) - pequenos nódulos com inflamação O transplante de medula óssea tinha sido indicado justamente porque a doença da criança causava uma predisposição para infecções. Conforme consta no processo, o bebê deu entrada no hospital porque precisava de uma preparação com quimioterapia (foto ilustrativa) O procedimento era necessário para que pudesse se submeter a um transplante de células-tronco. A família alega que a criança estava bem (foto ilustrativa) Após a aplicação do medicamento, o bebê começou a sentir dores na barriga e a situação foi se agravando (foto ilustrativa). Uma das principais queixas da família se refere à ausência da médica, que orientava os enfermeiros por telefone (foto ilustrativa). O hospital afirma que, embora a médica estivesse ao telefone, passou o tempo inteiro as orientações necessárias para o atendimento. O hospital nega que tenha havido negligência e diz que a criança contou com assistência de equipe multidisciplinar. Entretanto, o laudo da perícia que foi incluído na ação judicial afirma que o bebê não foi avaliado por nenhum médico durante seis horas, mesmo já estando já com o abdômen Durante a internação, a criança recebeu escopolamina (para cólicas) e dipirona, mas, como as dores não cessavam, foi aplicada morfina por duas vezes. O bebê sofreu mais de uma parada cardiorrespiratória enquanto sua situação foi se complicando . A desembargadora Hertha Oliveira, relatora do processo, disse: Ela destacou que a atitude da médica espanta A decisão da Justiça já foi dada em segunda instância, ou seja, após recurso do hospital diante do êxito da família na etapa inicial do processo. google-newsfacebooktwitterwhatsapplinkedinshare