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Patricia Lages
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Estado é laico, mas voto não

Confundindo Estado laico com país sem religião, políticos mal-intencionados tentam a todo custo afastar cristãos das urnas

Patricia Lages|Do R7


O projeto da urna eletrônica foi desenvolvido pelo TSE e é totalmente nacional, customizado de acordo com as características do eleitor brasileiro, ou seja, intuitiva para facilitar na hora do voto
O projeto da urna eletrônica foi desenvolvido pelo TSE e é totalmente nacional, customizado de acordo com as características do eleitor brasileiro, ou seja, intuitiva para facilitar na hora do voto

O Brasil, ao contrário de países como a Arábia Saudita, o Irã e o Vaticano, não é um Estado teocrático, ou seja, governado por uma única religião. O Estado brasileiro é laico, o que significa que nossa Constituição prevê a permissão, o respeito, a proteção e o tratamento igualitário a todas as religiões, fés e filosofias, incluindo a não religião, como o ateísmo e o agnosticismo.

Isso não significa que os eleitores brasileiros sejam laicos, pois cada um tem suas crenças e o direito de eleger representantes que estejam de acordo com suas filosofias e interesses. Assim como cada classe pode e deve exercer seu direito de escolher políticos alinhados às suas causas, cristãos também têm esse direito.

Porém, candidatos mal-intencionados e jornalistas que colocam a militância acima da profissão, têm trabalhado arduamente para afastar os cristãos das urnas. Para isso, usam argumentos sem pé nem cabeça, tentando incutir na mente de milhões de eleitores que professam essa fé de que “política e religião não se misturam” e que, a exemplo de uma matéria vergonhosa publicada há algumas semanas, “não votar ou votar nulo não é pecado”, como se agora a imprensa tivesse qualquer habilitação para definir esse tipo de coisa.

A questão é que para a esquerda ter mais representação no governo e colocar em prática seu plano de poder, é preciso tirar a fé do caminho. Afinal de contas, não é aceitável para qualquer cristão verdadeiro eleger candidatos que minimizam o crime, apoiam ditaduras e o comunismo mundo afora, são a favor da legalização das drogas, pregam ideologia de gênero – influenciando crianças desde a mais tenra idade – e querem tratar o aborto como mero método contraceptivo.

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O editorial da primeira edição de setembro do jornal cristão Folha Universal convida os fiéis de todas as denominações a analisarem as reais intenções por trás das investidas esquerdistas: “Por que julgam ser inadmissível que cristãos votem em candidatos com os mesmos princípios e valores? O ato de professar uma fé é justificativa para invalidar nossa voz? Ou seria essa a forma de revelarem o desespero que sentem ao notarem a força que o cristão tem ao enxergar quão importante a política é e se posicionar conforme os princípios estabelecidos na Bíblia?”

O editor também destaca que “O fato de um cristão votar em um cristão não é uma tentativa de transformar o Brasil em um Estado teocrático. Cristão votar em cristão é garantir o direito de continuar vivendo neste Estado laico, com livre direito de manifestar sua fé.”

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Toda eleição é extremamente importante para o país, porém, a deste ano será crucial para que possamos continuar vivendo em um país com liberdade de professar nossa fé, qualquer que seja ela, diferentemente do que ocorre em países socialistas e comunistas que consideram o Estado ateu e colocam seus governantes acima de tudo e de todos. 

É preciso estar mais vigilante do que nunca, pois aqueles que têm tentado se apropriar de todas as virtudes e se apresentam como representantes dos fracos e oprimidos são os mesmos que querem desvirtuar a fé para impor suas agendas de valores invertidos. O conselho “vigiai e orai” de Mateus 26:41 nunca fez tanto sentido quanto nesta época de confusão e engano. Estejamos alertas.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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